Voluntários em ação

No dia oito de maio um grupo de 26 voluntários, representou a ACSC, em nome do Lar Madre Regina, em uma ação social realizada por meio de uma parceria da organização social Canto Cidadão e a APAS (Associação Paulista de Supermercados).

A ação aconteceu durante a Feira APAS (maior evento do segmento de supermercados da América Latina) e consistiu na arrecadação de itens utilizados durante a exposição e doados pelas empresas expositoras. Foram arrecadadas 25 toneladas de alimentos, produtos de higiene e limpeza. Todo o material foi dividido em 17 lotes iguais, distribuídos entre 17 organizações sociais, entre elas o Lar Madre Regina.

A ACSC agradece a participação da equipe de voluntários que dedicou algumas horas do seu tempo em um ato de generosidade e sem a qual esse trabalho não seria possível:

Almir Nonato; Alberto Jorge Mendonça Cutrim; Ana Rosa Escribano Alarcon Ribeiro; Angela Maria Teixeira; Antonieta Santos de Souza; Antonio Coelho Barroqueiro; Aparecida Mara Mallet de Sá; Carolina de Campos Horvat Borrego; Dirceu Correa Leite Filho; Dirceu Pinto Ribeiro; Douglas Aparecido Cirilo; Edeildo Grande da Silva; Francisca M. Borges Amaral; Genildo Nunes da Silva; Gerson Ribeiro Magalhães; Ilvando Loiola Bandeira; Jeferson Soares Lima; Kelves Lima Donato; Lucas Miguel Pereira e Silva; Maricelia Gomes de Oliveira; Miriam Batista de Moraes; Nair Correa Thomaz; Pedro Amaro de Araujo; Rosemeire da Cunha Campos; Sérgio Crespi; Silvana Cava Lacerenzza; Valdeci Coelho de Oliveira.

 

CSC- JF celebra sete anos de Voluntariado Jovem

Ser voluntário é empenhar-se em causas de interesse social e comunitário e, assim, melhorar seu empenho pessoal e a qualidade de vida da sociedade.

“O Voluntariado nasce, inicialmente, a partir de um desejo da irmã Ernestina de que nossos alunos tivessem, além da qualidade acadêmica, a oportunidade de uma qualidade no fazer humano, no conviver com outras realidades”, explica o professor Juceme Rodrigues, que coordena o grupo de voluntários.

O sucesso do Voluntariado Jovem já rendeu ao CSC – JF o Selo Escola Solidária por cinco vezes. A certificação é uma realização do Instituto Faça Parte, Ministério da Educação, Consed, Undime, Unesco, OEI e Unicef, que acontece a cada dois anos. O selo é concedido a instituições de ensino que proporcionam situações de aprendizagem com envolvimento voluntário dos jovens, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da comunidade. Fortalecer os laços de solidariedade e educar para a superação do individualismo que seduz as novas gerações é uma tarefa permanente do CSC – JF.

“Vivemos num contexto de desconfiança e descrença quanto às instituições político-governamentais, com o crescimento da violência e da exclusão social em suas mais variadas formas de expressão. Neste sentido é que acreditamos no valor da pedagogia de Jesus que supera as barreiras do tempo e do espaço, convidando-nos a atualizar a ‘parábola do Bom Samaritano’ que percebe o semelhante deixado à beira da estrada, suas necessidades não satisfeitas e seus direitos não garantidos”, salienta Juceme.

Todos os alunos do Colégio, a partir da 7ª série, podem participar. São duas atividades semanais: às quartas é feito um trabalho com idosos, e às quinta com crianças. “A escolha de trabalhar com crianças e idosos segue a linha de trabalho de Madre Regina, que buscava ajudar as crianças na instrução, e os idosos, principalmente aqueles mais desfavorecidos e abandonados pela família”, conta Juceme. Em cada visita, são envolvidos cerca de dez jovens, que se revezam a cada atividade, de modo que, anualmente, cerca de 260 alunos vestem a camisa do projeto. “É claro que tem aqueles alunos que se dedicam mais e acabam participando o máximo que podem. O nosso compromisso é abrir oportunidades para que todo aluno que se interesse faça essa experiência solidária”.

O primeiro ano de trabalho do Voluntariado Jovem do CSC – JF, em 2007, foi realizado junto ao Hospital Ascomcer, e era voltado apenas para os alunos do 3º ano do Ensino Médio. Aos poucos, o trabalho foi ganhando força e, a partir daí, o Colégio firmou parceria com outras instituições. Atualmente, o Voluntariado Jovem atua junto nos projetos:

– Projeto Conviver – parceria com o CRAS/Leste (Prefeitura de Juiz de Fora)
– Projeto Aniversariantes do Mês, no Abrigo Santa Helena
– Projeto Sementes de Girassol, no Ceprom (Centro de Promoção do Menor)
– Projeto Tardes Culturais, na Creche Monteiro Lobato

No Ceprom, localizado na Vila Ideal, a cada semana os voluntários procuram desenvolver um tipo de atividade com as crianças, como contação de histórias, trabalho com música, teatro e pintura. A unidade atende 160 crianças carentes, não só na questão financeira, mas, principalmente, carentes de afetividade. “Por isso, esse trabalho que o Santa Catarina desenvolve aqui é muito importante. As crianças têm uma identificação muito grande com o grupo do Voluntariado e vice-versa. A gente nota a expectativa que as crianças ficam durante a semana para chegar a quinta-feira, que é para elas o dia do Santa Catarina”, conta Pablo Santos Martins Dias, pedagogo do Ceprom.

Mas não é só na vida de quem recebe carinho e atenção que o Voluntariado Jovem faz diferença. Para Maria Paula Novaes, aluna do 2º ano do Ensino Médio, a experiência foi determinante para despertar um sonho profissional. “Quero fazer Medicina ou Odonto. E sempre que vou ao Ceprom e vejo aquelas crianças com tantos problemas nos dentes, saio de lá mais incentivada a trabalhar na área de saúde para oferecer assistência a públicos como esse”, conta a estudante, que está no Voluntariado há quatro anos. Convidada a dar um recado aos colegas que ainda não experimentaram do Voluntariado, Maria Paula vai fundo: “Todo mundo deveria participar pelo menos uma vez. É muito bom e faz bem, para o outro e principalmente para você mesmo, porque você percebe que com um simples abraço ou uma única palavra, é possível fazer a diferença na vida do outro. E isso vale muito a pena. Eu sempre volto pra casa me sentindo bem melhor”, garante.

Os sete anos do Voluntariado Jovem serão celebrados com missa, no próximo domingo (09/03), às 9h, na Capela do CSC.

Vale a pena assistir: vídeos sobre a importância do trabalho voluntário juvenil

Jovens e o trabalho voluntário no Brasil

ONU estabelece fundo para apoiar o Voluntariado Jovem

A importância do trabalho voluntário em uma Internação

A ideia surgiu de um antigo colaborador do Polo de Atenção Intensiva em Saúde Mental da Zona Norte (PAI-ZN), Henrique Batista, que, apesar de não estar mais trabalhando no hospital, recorda-se com carinho do tempo em que pôde ter contato e aprender com os pacientes. Aprendeu, por exemplo, a importância de se pensar em ações que pudessem contribuir para minimizar os “efeitos colaterais” que uma internação pode causar.

Estar internado significa, na maioria das vezes, estar isolado da família e amigos, significa estar em um ambiente estranho, com regras e uma rotina que, muitas vezes, não são aquelas que se está habituado. Significa estar privado, mesmo que temporariamente e por uma boa causa (o tratamento), de sua liberdade e privacidade, sem tirar, é claro, as dificuldades relacionadas ao próprio adoecimento.

O Grupo de “Cuidados Pessoais”, formado pelos voluntários: Alice, Amanda, Cleide, Gustavo, Rafaele e Kaue, profissionais que atuam no Salão de Beleza Divas Ebenezer, na região norte de São Paulo, resolveu doar parte do seu tempo para tentar minimizar as dificuldades desse momento.  Elas fazem escova, mão, pé, penteados e corte, nos pacientes. A sala do hospital se transforma em um verdadeiro salão de beleza!

Uma das pacientes diz que se sente muito feliz quando pode participar do grupo pois se considera uma pessoa vaidosa e, às vezes, estando no hospital, esquece de se cuidar. Ela completa: “eu me sinto mais bonita e, por isso, fico mais feliz”.

Mas, sem dúvida, não apenas os pacientes saem felizes, pois os próprios voluntários sentem-se recompensadas com o grupo.