Criatividade, sustentabilidade e reconhecimento no CSC-JF

Um antigo sonho da diretora geral do Colégio Santa Catarina (CSC – JF), Irmã Ernestina Lemos, foi concretizado no mês de maio, com o início do Curso de Artesanato. O objetivo é despertar talentos e incentivar a criatividade e a sustentabilidade, mostrando que é possível fazer belos enfeites e objetos com materiais que, normalmente, teriam como destino o lixo. “Hoje é um marco para o nosso colégio. Estou muito feliz e esperançosa com esta iniciativa”, afirmou a diretora.

O curso é voltado para alunos do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental II. As aulas serão ministradas pela professora voluntária Rosane Loures, todas as quartas-feiras, na parte da tarde. São duas turmas de 15 alunos cada: uma das 13h30 às 15h15 e outra das 13h45 às 17h30. O primeiro encontro contou com a presença de um responsável, a fim de que a professora pudesse explicar a metodologia do curso, falar dos materiais que serão necessários e apresentar alguns dos objetos que os estudantes vão aprender a confeccionar. “A base do nosso trabalho será sucata. Tudo o que poderia ir para o lixo, mas pode virar artesanato, como, por exemplo, vidros de azeite ou azeitona, latas de achocolatado, garrafinhas de leite de coco, caixas de sapato. Tudo isso, com criatividade, nós temos como reaproveitar e recriar”, ressaltou a professora.

Já no mês de junho, o CSC-JF recebeu o título de entidade benemérita, a condecoração mais alta do poder Legislativo, que reconhece os serviços prestados pela instituição à sociedade. A solenidade foi realizada no plenário da Câmara Municipal e contou com a presença da Irmã Ana Maria  Silva, do orientador espiritual do CSC – JF, padre José Leles, da coordenadora geral do CSC, Izabel Loures Nunes, além dos vereadores Julio Gasparette, Ana Rossignoli, Vagner de Oliveira e Wanderson Castelar.

Autora do projeto de lei que concedeu o título ao CSC, a vereadora Ana Rossignoli listou seus argumentos para tal proposta. “Falar do Colégio Santa Catarina não é como falar de uma simples escola, de uma simples instituição. Falar do Santa Catarina é falar de inclusão social, é falar de cultura social, moral, espiritual. É falar da competência no enfrentamento de soluções. Falar do Colégio Santa Catarina é como se estivéssemos falando do espírito de solidariedade, de cumplicidade acadêmica que desenvolve não somente com os discentes, mas também com os docentes e comunidade escolar. No dia de hoje, em nome desta Casa Legislativa, com proposta aprovada por unanimidade, por todos os vereadores, nós queremos, não somente parabenizar o Colégio Santa Catarina, mas queremos também externar os nossos cumprimentos aos professores, coordenadores, direção, alunos, funcionários que colaboraram e colaboram com a construção da excelência e qualidade de ensino”, proferiu.

Projeto “TUM TUM”

Você sabe o que é um cardiotocógrafo? Esse nome complicado é de um aparelho que monitora a frequência cardíaca do feto e condições uterinas. Essencial para garantir o parto e a vida saudáveis, este equipamento é muito caro. Então, o Amparo Maternal lançou um projeto de arrecadação chamado “Tum Tum” para comprar dois cardiotocógrafos e proporcionar ainda mais segurança às suas pacientes e recém-nascidos.

As doações poderão ser feitas através de crowdfunding (financiamento coletivo), diretamente na página do Projeto “Tum Tum”: http://www.kickante.com.br/campanhas/projeto-tum-tum. Cada doador receberá um tipo de agradecimento do Amparo Maternal, desde posts personalizados no Facebook da entidade, até lindos cartões postais e bottons. Os “prêmios” simbólicos variam de acordo com os valores doados.

Para incentivar as doações, a Agência Sabiá, em parceria com a produtora Supernova, produziu um vídeo bem-humorado, em que bebês e crianças de até sete anos se esforçam para pronunciar a complicada palavra “cardiotocógrafo”. O vídeo também está disponível na página da campanha.

A arrecadação acontecerá até o dia 15 de julho deste ano. Contamos com seu apoio para ajudar o Amparo Maternal em sua missão de valorização da vida!

Ajude a divulgar esta iniciativa no seu Facebook, acesse a página do Amparo Maternal (www.facebook.com/amparomaternal) e compartilhe a ideia com todos os seus amigos!

Creche Monteiro Lobato adota iniciativas simples para preservar o meio ambiente

As questões ambientais ganharam força na última década e o termo sustentabilidade está em voga. No dicionário, sustentabilidade se traduz pela característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, por um determinado prazo. Sustentabilidade também pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. Ultimamente este conceito tornou-se um princípio. E nada melhor que cultivá-lo desde cedo, com as crianças. Por isso, consciente de seu papel de trabalhar temas relevantes para a boa vida no planeta, a Creche Monteiro Lobato (MG) montou um projeto que objetiva economizar água e diminuir a produção de lixo na instituição.

Bomba utilizada para captação de água da chuva

Em relação à água, a Creche improvisou um sistema para captar água da chuva. “Eu comecei a contabilizar o nosso consumo mensal de água e aí pensei que seria possível fazer alguma coisa para economizar. E então comecei a pesquisar, inclusive, eu li que o Lar Madre Regina, em Guarulhos, que pertence à Congregação das Irmãs de Santa Catarina, inovou com um projeto para aproveitar a água das chuvas e me inspirei”, explica Karine Rezende, coordenadora geral da Creche. Foi comprada uma bombona, com capacidade para 230 litros, que foi anexada num local alto, a mais ou menos três metros do chão, para que a água tenha força para sair pela torneira adaptada quase na base do recipiente. Essa bombona está ligada à calha do telhado, onde foi instalada uma espécie de filtro, a fim de evitar que caia folha ou qualquer tipo de impureza maior. Dentro da bombona é colocada uma pequena quantidade de água sanitária, que preserva a água armazenada por cerca de uma semana. “Nós usamos essa água para aguar a nossa horta e para lavar o pátio externo”, completa Karine.

 Outra preocupação da coordenadora era em relação ao lixo produzido pela Creche. “Eu comecei a perceber que boa parte do nosso lixo era resto de alimentos, como casca de ovo, casca de legumes e de frutas. E eu quis saber se haveria uma forma de utilizar isso, de alguma maneira. Novamente comecei a pesquisar e cheguei à técnica da compostagem”, conta Karine, com entusiasmo. O processo consiste em colocar todo o resto orgânico do lixo num tambor e cobrir com uma fina camada de serragem ou de terra. Essa mistura é remexida todos os dias e, ao fim de três meses, vira adubo orgânico que é utilizado na horta e no jardim da Creche.

 A coordenadora ressalta que a horta foi criada este ano e já está produzindo alface, tomate cereja, salsa e cebolinha, erva cidreira, boldo, manjericão, hortelã e rúcula. Tudo será utilizado para consumo interno, na produção das refeições para as crianças. Além de estimular o hábito da alimentação saudável, tudo o que for consumido fresquinho, direto da horta, será orgânico, sem agrotóxico algum. “Em ambos os processos, tanto da captação da água da chuva quanto na compostagem, estamos começando com uma pequena escala, como um projeto experimental e, se der certo, pretendemos ampliar a ideia. O custo do nosso investimento foi apenas de 230 reais. O resto é só benefício, para creche e para o meio ambiente”, destaca Karine.

As bombonas utilizadas no projeto foram pintadas pelas crianças das salas de três anos como uma oportunidade para introduzir o tema da sustentabilidade. As educadoras falaram sobre meio ambiente, lixo e compostagem. A partir daí, as crianças começaram a fazer visitas à horta para acompanhar o crescimento das hortaliças. Agora, as turminhas maiores estão elaborando uma horta vertical, feita com garrafa PET, onde serão plantadas algumas ervas. O próximo passo, segundo Karine, é replicar a iniciativa com as famílias das crianças e também com a comunidade do entorno da creche. “A ideia é convidá-los a conhecer o projeto e explicar como funciona, mostrando que qualquer pessoa pode fazer isso em casa, porque é simples e barato”.