Novembro Azul no Hospital São José

O Hospital São José (HSJ) promoveu, no dia 27 de novembro, uma palestra com o tema “Doenças da Próstata”. O evento faz parte das atividades programadas pelo Setor de Oncologia para celebrar o Novembro Azul – campanha de conscientização dirigida à sociedade e aos homens em especial sobre a importância da prevenção e do diagnóstico do câncer de próstata e outras doenças masculina.

A palestra foi proferida pelo urologista e chefe do setor de urologia do HSJ, Manoel Pombo. Com o auditório lotado de colaboradores – em sua maioria homens – Pombo falou sobre as diversas doenças que podem acometer os homens a partir dos 50 anos. O médico falou sobre a prostatite (infecção aguda ou crônica causada por bactérias); hiperplasia benigna da próstata (aumento benigno do volume da próstata) e sobre o câncer.

“Essa é a segunda causa mais comum de morte por câncer nos homens”, alertou Pombo. Ainda segundo o médico, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), atualmente há 400 mil casos no Brasil. “No entanto, o diagnóstico precoce pode salvar muitas vidas. A estimativa é de que apenas 6% dos casos diagnosticados precocemente levem a óbito dos pacientes”.

O palestrante explicou ainda que casos de câncer de próstata são diferentes para cada homem. “É sempre importante levar em consideração o perfil de risco, tais como idade, hormônios, histórico familiar, raça, país e alimentação”. (Confira no quadro abaixo o grupo de risco, sintomas e tratamentos para a doença).

Outro grande problema é que o câncer de próstata é assintomático no início. Por isso a importância do diagnóstico precoce, que é obtido através do exame de PSA (exame de sangue que indica possibilidade do paciente ter câncer de próstata) e toque retal.

Médico palestrante com a equipe organizadora da palestra

Ao final da palestra foram sorteados brindes para a platéia. Segundo Danilo Leon, diretor executivo do São José, esses eventos são importantes porque trazem informações aos colaboradores. “Nossos esforços hoje estão concentrados na busca pela qualidade no atendimento aos nossos pacientes. Essa qualidade começa pelos nossos colaboradores, que dão o melhor de sua contribuição profissional a esta instituição”, informou o diretor. Além da palestra, foram distribuídos folhetos explicativos, marcadores de livros e fitas azuis (símbolo da campanha).

Grupos de risco:Homens a partir dos 50 anos de idadeCom histórico familiar

Homens de raça negra

Maus hábitos alimentares e sedentários

Sintomas:

A maioria dos cânceres de próstata cresce lentamente e não causa sintomas. Entretanto, caso o tumor já esteja em um estágio mais avançado, é possível sentir dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e presença de sangue na urina, conhecida como hematúria. Dor óssea, principalmente na região das costas, também é sinal de que a doença evoluiu para um grau maior de gravidade.

Tratamentos:

Cirurgia – pode ser realizada por via retropúbica aberta (incisão abdominal); laparoscópica (pequenas incisões abdominais) ou via perineal (incisão na região do períneo).

Radioterapia – por meio de radiação externa, esse método tem eficácia satisfatória com o mínimo de efeito colateral.

Braquiterapia – método interno, leva a radiação  para o interior da próstata por meio de pequenas “sementes” radioativas.

Terapia hormonal – utilizada quando o câncer já se espalhou ou quando o paciente está sob radioterapia  ou fez cirurgia, para prevenir o retorno da doença.

Fontes: www.drauziovarella.com.br;

Almanaque DOC – Câncer de Próstata

Estou com câncer. E agora?

A primeira coisa que dizem quando recebemos o diagnóstico de câncer é: “Calma!”, o que, sinceramente, é quase impossível nesta fase inicial.

Os avanços na medicina geraram mudanças consideráveis no tratamento do câncer.

O câncer, como outras doenças, tem uma história natural que se inicia com algumas células malignas – que por razões ainda não esclarecidas não são destruídas pelo sistema de proteção natural do organismo – e vai até o estágio em que a doença é clinicamente diagnosticável através de seus sinais e sintomas.

Como existem muitos tipos diferentes de câncer e os tratamentos variam, o diagnóstico de um câncer e a determinação do tipo específico são absolutamente essenciais. Isto requer, praticamente sempre, a obtenção de uma amostra do tumor suspeito para exame microscópico. Pode ser necessária a realização de vários exames especiais da amostra para se caracterizar o câncer de um modo mais acurado. O conhecimento do tipo de câncer ajuda o médico a determinar quais exames devem ser solicitados, pois cada câncer tende a seguir um padrão próprio de crescimento e de disseminação.

Diagnóstico precoce

A detecção precoce significa fazer o diagnóstico do câncer no seu estágio pré-sintomático, ou seja, antes que a pessoa manifeste algum sintoma relacionado com a doença ou apresente alguma alteração ao exame físico realizado por um profissional da área da saúde.

No Brasil, em geral, 70% dos casos de câncer são diagnosticados em fase avançada, o que está em grande parte relacionado à falta de programas coordenados e estruturados para a prevenção e detecção precoce do câncer.

Hoje se não for possível prevenir e evitar o câncer , descobrir cedo faz com que suas chances de sucesso no tratamento aumentem.

Não devemos ter medo do diagnóstico de câncer, pois muitas vezes é ele que vai salvar sua vida.

Nem sempre o diagnóstico de câncer é uma experiência inteiramente negativa na vida das pessoas. Muitas delas puderam dar um novo sentido a vida como resgatar a família, resgatar Deus, mudar o estilo de vida e passaram a dar valor a vida de forma mais plena.

No momento do diagnóstico, muitos pacientes ficam em estado de choque e não conseguem absorver nenhuma explicação dada pelo seu médico.

Você pode se desesperar, ter raiva do mundo, perguntar: “Por que comigo?”, chorar e gritar, porém isso tem que passar e mesmo com todos esses sentimentos negativos você terá que enfrentar a situação e descobrir de uma forma só sua que o tratamento não é um bicho de 7 cabeças e que o componente emocional é fundamental para o sucesso do tratamento.

Aceitando o tratamento

O tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade.

Radioterapia – Tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas, e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos no tratamento dos tumores.

Quimioterapia – Tratamento que utiliza medicamentos para combater o câncer. Eles são aplicados, em sua maioria, na veia, podendo também ser dados por via oral, intramuscular, subcutânea, tópica e intratecal. Os medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.

Transplante de Medula – Tratamento para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

O tratamento do câncer requer mais do que remédios: requer amigos, família, fé e, sobretudo, confiança de que virão dias melhores.

A escolha do médico que irá lhe tratar é fundamental, pois ele será seu principal aliado nesta jornada cheia de altos e baixos e aquele que irá sempre te dar força quando tudo parece perdido!

Lembre-se: sempre que existe vida entre os tratamentos, faça planos e faça o que puder para realiza-los. Eu tenho certeza que se sentirá melhor.
Durante o tratamento sempre existirão receitas milagrosas, histórias mirabolantes de pessoas que venceram o câncer sem nenhum tipo de tratamento oncológico, espero que tenham o cuidado de sempre falar com o seu médico.

Nunca consulte sites de buscas para saber mais sobre a sua doença, pois muitas dessas informações não são confiáveis e transformam as esperanças em números frios.

Eu não conheço nenhum paciente que se beneficiou desta consulta, confie em seu médico!

Todo esse percurso pode ser feito com relativa tranquilidade, se pudermos adaptar o nosso comportamento frente aos obstáculos que forem aparecendo, trabalhando nossos medos, aceitando novos fatos, redefinindo objetivos e, sobretudo, buscando qualidade de vida.

*Artigo do Dr. Amsterdam Sartório Vasconcelos, cirurgião oncológico
do Hospital Santa Catarina, gerido pela Associação Congregação de Santa Catarina.