A importância do trabalho voluntário em uma Internação

A ideia surgiu de um antigo colaborador do Polo de Atenção Intensiva em Saúde Mental da Zona Norte (PAI-ZN), Henrique Batista, que, apesar de não estar mais trabalhando no hospital, recorda-se com carinho do tempo em que pôde ter contato e aprender com os pacientes. Aprendeu, por exemplo, a importância de se pensar em ações que pudessem contribuir para minimizar os “efeitos colaterais” que uma internação pode causar.

Estar internado significa, na maioria das vezes, estar isolado da família e amigos, significa estar em um ambiente estranho, com regras e uma rotina que, muitas vezes, não são aquelas que se está habituado. Significa estar privado, mesmo que temporariamente e por uma boa causa (o tratamento), de sua liberdade e privacidade, sem tirar, é claro, as dificuldades relacionadas ao próprio adoecimento.

O Grupo de “Cuidados Pessoais”, formado pelos voluntários: Alice, Amanda, Cleide, Gustavo, Rafaele e Kaue, profissionais que atuam no Salão de Beleza Divas Ebenezer, na região norte de São Paulo, resolveu doar parte do seu tempo para tentar minimizar as dificuldades desse momento.  Elas fazem escova, mão, pé, penteados e corte, nos pacientes. A sala do hospital se transforma em um verdadeiro salão de beleza!

Uma das pacientes diz que se sente muito feliz quando pode participar do grupo pois se considera uma pessoa vaidosa e, às vezes, estando no hospital, esquece de se cuidar. Ela completa: “eu me sinto mais bonita e, por isso, fico mais feliz”.

Mas, sem dúvida, não apenas os pacientes saem felizes, pois os próprios voluntários sentem-se recompensadas com o grupo.

HTO Dona Lindu participa de vacinação contra a gripe

Aderindo à campanha de vacinação contra o vírus influenza (vírus causador da gripe) – promovida pelo Ministério da Saúde em todo o país, o Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL), gerido pela Associação Congregação de Santa Catarina, disponibilizou a vacina para seus funcionários no próprio hospital, através de parceria com a Secretaria de Saúde de Paraíba do Sul. A ação aconteceu no último mês, imunizando mais de 200 profissionais.

O técnico de segurança do trabalho no HTODL, Cláudio Peixoto, destaca que a vacinação para os funcionários da área de saúde está assegurada na Norma Regulamentadora 32, que institui as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde. “Nos organizamos para viabilizar a vacinação da melhor forma possível. O mais importante é garantir que nossos funcionários não estejam expostos ao influenza”, disse Cláudio.

A vacina contra o influenza é composta por vírus mortos que não causam a gripe. No entanto, a imunização não protege contra outros tipos de doenças respiratórias, como o resfriado, por exemplo. A validade da dose é de 6 a 12 meses, e deve ser aplicada anualmente, pois o vírus sofre mutações neste período, sendo necessária a adequação da vacina.

A enfermeira Maria Fernanda de Barros Lima, responsável pelo serviço de controle de infecção hospitalar do HTO Dona Lindu, lembra que é importante que os funcionários de unidades de saúde estejam protegidos. “É fundamental que se evite a circulação do vírus dentro do ambiente hospitalar, pois é um risco a mais para os pacientes. Por isso, os profissionais de saúde fazem parte do grupo prioritário para vacinação”, lembrou Maria Fernanda.

Para o diretor executivo do HTODL, Artur Hummel, a iniciativa de trazer a vacina para ser aplicada no hospital, se alinha às necessidades do serviço de saúde no país. “Trabalhamos sempre para o bem-estar do funcionário e do paciente. Acreditamos que nossa mobilização para promover a vacinação no HTO é também um esforço pela saúde pública”, destacou Hummel.

Hospital Santa Teresa faz cirurgia inédita em Petrópolis

As equipes de Neurocirurgia, Buco-maxilo-facial e Oftalmologia do Hospital Santa Teresa (HST), gerenciado pela Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), realizaram uma cirurgia inédita em Petrópolis: a retirada de um arpão de pesca do crânio de um paciente, em abril. Bruno Barcellos de Souza Coutinho, 34 anos, feriu-se ao limpar o objeto que disparou contra a própria face perfurando o canto do olho esquerdo e atravessando o crânio. Ele foi resgato por uma equipe do Corpo de Bombeiros de Petrópolis e deu entrada no HST lúcido e orientado. O objeto de 30 cm perfurou 15 cm do crânio de Bruno Barcellos e passou por milímetros de distância de artérias vitais. Após uma cirurgia de quatro horas, as equipes de Neurocirurgia e Buco-maxilo-facial conseguiram retirar o objeto sem que o paciente sofresse qualquer tipo de dano neurológico.

A equipe de Oftalmologia do HST fez a segunda etapa da cirurgia em que a grande preocupação era de se manter o órgão (olho esquerdo) do paciente. Bruno Barcellos teve o globo ocular reconstruído o que o possibilitará futuramente de usar uma prótese.

O Diretor Executivo do Hospital Santa Teresa, Vinicius de Oliveira frisou que é uma política do HST a interação das equipes médicas em busca do melhor tratamento dos nossos pacientes. “Nós contamos com equipes multidisciplinares altamente capacitadas a realizar qualquer tipo de intervenção cirúrgica, das mais simples as de alta complexidade. Além de todo um suporte tecnológico foi a interação entre as equipes que culminou no sucesso dessa cirurgia.”, finaliza.

Após 19 dias internado Bruno Barcellos teve alta do Hospital Santa Teresa, no dia 06 de maio, e pôde retomar a rotina de vida normalmente.  O caso inédito em Petrópolis tomou proporção na imprensa internacional.