Coroação de Nossa Senhora – CSJI

Todos os meses a Creche São José de Itamarati, localizada em Petrópolis (RJ), realiza uma partilha de talentos. Esta ação consiste na apresentação, feita pelas próprias crianças junto com seus professores, sobre os temas trabalhados no mês.

No mês de maio, a partilha de talentos foi dedicada à “Mamãe de Jesus” e as crianças representaram a Coroação de Nossa Senhora, em um momento de muita alegria e emoção.

 

 

 

 

Creche Monteiro Lobato estimula o civismo entre as crianças

Para muitos brasileiros, o amor à pátria só vem à tona em época de Copa do Mundo, como agora. Mas o patriotismo deve ser perene, não sazonal. E o civismo vai mundo além de vestir verde e amarelo ou exibir no carro a bandeira nacional. Civismo também diz respeito aos valores e às práticas políticas de um país, que devem ser cultivados desde cedo. Por isso, a coordenação da Creche Monteiro Lobato, administrada pelo Colégio Santa Catarina (CSC) de Juiz de Fora, instituiu este ano um projeto que busca incentivar o patriotismo entre as crianças. “A ideia é que elas comecem a entender o que é o Hino Nacional, a bandeira, e comecem desde já, a respeitar esses símbolos nacionais e ter noção do país em que vivem”, explica Karine Rezende, coordenadora da creche.

Uma vez por mês, uma das turminhas de dois ou três anos vai organizar alguma atividade sobre os símbolos do país e apresentar para as outras salinhas. A ideia é culminar todo o projeto em setembro, em função do feriado da Independência do Brasil. “Nós vamos hastear as bandeiras no pátio externo, convidar os pais e cantar o hino nacional todo mundo junto. Queremos mostrar aos pais a importância de cultivar esses valores desde cedo. Eu sei que daqui a pouco essas crianças vão sair da creche e ir para alguma escolinha e a não sabemos se esse tipo de incentivo terá continuidade, mas enquanto elas estiverem aqui queremos passar um pouco de cultura a cultivar alguns valores”, enfatiza a coordenadora.

O primeiro passo foi falar da bandeira nacional brasileira, mostrar as cores e citar o significado de cada uma delas. Cada sala confeccionou a sua própria bandeira. Algumas pintaram, outras desenharam ou fizeram colagem e fixaram as peças nas salas de aula. Depois, a equipe de educadoras da creche organizou um evento para que cada turma apresentasse sua bandeira para os outros coleguinhas. “Além desse encontro mensal, em que reunimos as seis salas envolvidas no projeto, num total de 123 crianças, cada educadora pode planejar atividades individuais também, inclusive cantando o hino. É muito interessante como as crianças prestam atenção, ficam quietinhas e observam tudo. Chega a emocionar”, conta Karine.

Segundo afirma Karine, a realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil não foi o fator preponderante para o início do projeto, mas é inevitável que esse gancho só trará benefícios. “Só tem a nos acrescentar. Inclusive já fizemos essa relação, mostrando algumas ocasiões em que se canta o hino e as educadoras falaram dos jogadores de futebol, quando colocam a mão no peito para cantar o hino, em dia de jogo, e, como isso é mostrado na televisão, muitas crianças já tinham visto. Mas elas precisam aprender a identificar o hino e saber que, ao ouvi-lo, é preciso atenção, respeito, olhar para a bandeira. Antigamente, os cadernos escolares vinham com a letra do Hino Nacional e muitas escolas tinham um momento cívico pelo menos uma vez por semana, mas isso se perdeu. Então, queremos resgatar isso, queremos que as crianças saiam daqui sensibilizadas”.

Bom no estudo, bom em tudo

Um projeto desenvolvido desde 2007 pela equipe pedagógica do Colégio Santa Catarina (CSC – JF) com alunos do Ensino Fundamental I tem ajudado muitas crianças a melhorar o desempenho escolar, a capacidade de interpretação e o nível de argumentação. O “Bom no estudo, bom em tudo”, como é chamado, é um projeto permanente do colégio com o objetivo de ajudar nossos meninos e meninas a construir hábitos saudáveis, inclusive o hábito de estudo. Quando foi implantado, era voltado apenas para o 5º ano, visando à transição de segmento e de turno de aula. Porém, este ano, o trabalho foi ampliado para todas as séries do Ensino Fundamental I.

E mudou também a forma de aplicação do projeto. “Com o tempo, a gente vai amadurecendo as ideias e aperfeiçoando o trabalho. Este ano conseguimos implementar em todas as séries, do primeiro ao quinto ano, com uma metodologia que a gente considera que nos aproximou mais das crianças, porque a gente entra para falar do hábito de estudo através de histórias e de símbolos que eles já conhecem. As histórias variam de acordo com a idade”, conta a psicóloga Anna Paula Gomes da Silva, uma das responsáveis pelo projeto.

A ideia, segundo Anna, é fazer com que as crianças fiquem motivadas, através da própria história contada, e passem a criar expectativas em cima da narrativa, ou seja, que elas sejam capazes de relatar sobre os personagens, dizer com quem se identificaram e, ao final dessa interpretação oral, consigam estabelecer uma relação com o hábito de estudo. “A relação é muito legal, muito interessante. Tem criança que, por conta da história, faz essa associação muito rápido, justamente porque consegue vivenciar a história”, afirma.

Com os alunos do 1º ano, por exemplo, as educadoras contaram a história do ‘Coelhinho e do grão de milho’. “Levamos um cesto com espigas de milho para dentro da sala de aula para explicar que quando a gente cuida de uma sementinha, ela pode se multiplicar e se transformar em várias outras. Só que tinha criança que não conhecia a espiga de milho. Então, eles perguntaram se era de verdade, cheiraram, e fizeram diversas associações. Teve uma criança que chegou a dizer que a semente germinava no escuro, porque ela entende que quando a gente cava e coloca a semente na terra ela fica um tempo no escuro. Foi uma experiência quase que sensorial. E depois fizemos a associação: o estudo é como uma sementinha que a gente tem de cuidar para nos render furtos”, explica Alda Lúcia Moura Guimarães, orientadora educacional e também responsável pelo projeto.

Já no 2º ano, como as crianças já têm um nível maior de independência e já têm noção do que é construir um hábito, as educadoras buscam associar o estudo à construção de hábitos saudáveis, ou seja, assimilar que cuidar do estudo é a mesma coisa que cuidar do corpo. “Instigamos os alunos a pensarem como se cuida do corpo? A gente toma banho, a gente se alimenta, a gente dorme. Então, vamos fazer essa associação com o estudo. Como cuidar do estudo? Cuidando do material escolar, cuidando de como a gente escreve, cuidando de como a gente faz as relações na escola, tendo um lugarzinho fixo para o estudo. A intenção é conscientizá-los e criar uma rotina”, orienta Anna Paula.

Ao longo do ano, a equipe tem quatro encontros com cada turma, um por bimestre. E as professoras também têm participação fundamental no processo. Alda conta que passa com antecedência para as professoras todos os temas que vai trabalhar em cada turma dentro do projeto. “Elas recebem o material e nos ajudam a conduzir a reunião na sala de aula. No final de cada encontro, a professora estabelece duas metas que a turma precisa melhorar naquele bimestre. E as crianças se comprometem a cumprir”, afirma. Alda e Anna Paula garantem que o hábito de estudo, além de ajudar a assimilar melhor o conteúdo, ajuda na construção de valores, como responsabilidade e autonomia, pois trabalha não só a parte de conhecimento, propriamente dita, mas também a formação humana.

“Toda vez que a gente entra em sala, leva em conta o que foi acordado no primeiro encontro, porque tem uma proposta. O que você, em termos de hábito de estudo, precisa melhorar? E a professora é quem avalia, ao longo do tempo, a postura dessas crianças, se elas amadureceram. Algumas desculpas para não fazer o dever, por exemplo, agora já não tem mais validade, não cola mais. Então, eles estão conscientes de que precisam ter responsabilidade. E eles ficam motivados, porque sabem que vai haver uma troca, há uma simbiose. Aqueles que conseguem manter esse combinado ficam orgulhosos em dizer que estão dando conta, que estão se preparando para uma nova realidade. É, também, uma forma de valorizá-los”, enfatiza a orientadora.

E os resultados são rapidamente percebidos. “Tem crianças e tem turmas que levam a sério o que é proposto. Há uma diminuição do número de reclamações naquela turma, as crianças têm maior compromisso, elas se veem mais responsáveis pelos resultados delas. A gente teve muita queixa, no início do ano, de crianças que já na primeira semana estavam deixando de fazer o dever, em todas as turmas isso aconteceu. E com todas as turmas trabalhamos essa questão da criança se responsabilizar pelo próprio dever, pelo material, de não esquecer o material porque isso também faz parte do estudo. Então, propusemos, como se fosse numa gincana, que se esse tipo de reclamação da professora diminuir, aquela turma vai receber um prêmio, que pode ser assistir a um filme na sala de multimídia, um elogio da equipe pedagógica em pública. Mas colocamos algo concreto para ser cumprido até o nosso próximo retorno, que é no mês seguinte”, disse Anna Paula.

Segundo as educadoras, dentro do projeto do hábito de estudo, trabalha-se muito a questão da responsabilidade atrelada à capacidade de se fazer escolhas e suas consequências. Ou seja, mostrar ao aluno que, se ele escolher fazer o dever e estudar, a consequência disso vai ser ele obter boas notas, ser um bom aluno. Mas, ao contrário, se abrir mão disso, depois ele não pode reclamar de não ser um bom aluno e tirar nota baixa. Para que tudo isso seja efetivamente alcançado, Alda e Anna chamam atenção para a participação da família.

“A participação da escola está entrelaçada com o apoio da família. Não tem como a criança ter um bom desempenho se não tiver um comprometimento da família com a criança. É preciso que os pais entendam que mesmo a escola tendo bons profissionais, as crianças também precisam se empenhar e se dedicar. Por isso, a gente sempre pede que as crianças cheguem em casa e contem a história trabalhada aos pais e que anotem na agenda a data do nosso próximo encontro para que os pais saibam do trabalho que está sendo realizado”, explica a psicóloga. “Durante esse trabalho, quando se percebe que uma criança destoa, a gente passa a ter um olhar diferenciado, com um atendimento individual fazendo uma acolhida tanto com as crianças quanto com a família”, complementa Alda.

As crianças aprendem que é gratificante passar de uma série para a outra, mas que essa conquista está vinculada a uma responsabilidade ainda maior. Ao longo do projeto, os estudantes conseguem se dar conta de que não é só passar de ano, mas, embutido a isso, está também a busca pela autonomia, o aumento da responsabilidade, iniciativa para fazer as coisas, saber se comportar em sala de aula, fazer-se entendido e ouvido. Em suma, é uma questão de atitude. “E aí, a gente faz outra associação: passa de ano quem cresce. Quem aceita crescer de forma humana, na convivência, na forma de ouvir a professora, na forma de lidar com os colegas. É esse tipo de crescimento que buscamos incentivar”, destaca Anna.

Ao mesmo tempo, as educadoras ressalvam que há o cuidado ao lidar com aquelas crianças que estão repetindo a série por uma questão de maturidade. Crianças muito esforçadas, mas que precisaram de mais tempo, de maturidade para gerenciar o conhecimento.

“Aqui no colégio só temos repetência nessa faixa etária quando realmente a criança carece de mais tempo. Temos falado muito isso com os pais. É igual fruto. Uns amadurecem no verão, porque precisam de muita água, outros amadurecem no inverno, porque não precisam de quase nada, têm mais autonomia. Ou seja, tem criança que precisa de muita supervisão e tem criança que dá conta sozinha. Então, que tipo de filho você tem? Como você pode ajudá-lo a ser mais autônomo? A gente tem falado muito isso aos pais, até mesmo para desmistificar essa questão de que repetir é um retrocesso. Não, muitas das vezes há uma necessidade, o tempo de uma criança é diferente do de outra. A ideia é que os pais comecem a entender isso e tenham um olhar diferenciado, porque muitos ainda se sentem incomodados ao verem o filho refazendo uma série. Mas não é questão de refazer, é porque a criança precisa desse tempo. Do primeiro ao quinto ano, eles estão fazendo a base, para depois edificar. Então, esse alicerce não pode ter fissuras, não pode ter lacunas. Ele precisa ter um terreno bem preparado para edificar. E se tiver que refazer, que seja agora”, afirma incisivamente Alda

Escola Santa Catarina participa de projeto voltado à inclusão

Em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Santa Teresa, os alunos da 6ª série da Escola Santa Catarina participaram do Projeto Jardim Sensorial Orgânico, voltado à elaboração de estratégias que propiciem a acessibilidade atitudinal às pessoas com necessidades específicas. O objetivo desta experiência é investigar, por meio da metodologia de Pesquisa-Intervenção, os efeitos inclusivos proporcionados pelo contato dos alunos com o Jardim Sensorial e, consequentemente, os conteúdos atitudinais desenvolvidos.

 

 

Educadoras do Colégio Santa Catarina de Juiz de Fora participam de Congresso

Um grupo de 11 educadoras (entre professoras, supervisoras, orientadora e psicóloga) do Colégio Santa Catarina (CSC – JF) participou, no final de março, do VII Congresso Internacional de Transtornos e Dificuldades de Aprendizagem, que ocorreu simultaneamente ao Seminário Internacional de Educação Infantil, em Belo Horizonte. O objetivo é capacitar professores, com foco na melhoria da qualidade do ensino. O evento foi realizado no Centro de Convenções do Dayrell Hotel.

Nos dois dias de evento, os participantes puderam assistir a 21 palestras, com 11 autores renomados, sendo dois especialistas de Portugal. “As palestras, embora tivessem temas diferentes,  se entrelaçavam na questão do afeto na relação professor-aluno e, principalmente, a questão do transtorno dos alunos com mais dificuldade. Em todas as palestras, de uma maneira ou outra, falou-se sobre a importância do afeto”, lembra Rosângela Belo, uma das supervisoras do Ensino Fundamental I, contando que no Congresso foi muito falado que a criança com algum transtorno precisa, mais que tudo, do afeto das professoras e do meio escolar, como um todo.

Sandra Mautoni, também supervisora do Ensino Fundamental I, diz que a prescrição sistemática de medicamentos para Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) foi outro assunto relevante abordado no Congresso. “Um dos palestrantes, inclusive, afirmou que para se chegar a um diagnóstico de TDAH, é preciso, mais ou menos, seis meses de acompanhamento, mas hoje em dia, os médicos dão o diagnóstico em uma única consulta. Isso é algo muito sério”, ressalva. Segundo Sandra, o CSC tem vários alunos com laudos de TDAH, disgrafia e Processamento Auditivo Central (PAC), que são crianças que têm dificuldade na aprendizagem. “E lá tomamos conhecimento de outro transtorno que é a Síndrome de Irlen, um distúrbio na percepção visual, que afeta o aprendizado da mesma forma que outros tipos de transtorno”, explica.

De acordo com as educadoras, a neurociência foi outra abordagem frequente nas palestras. “Por ser algo novo, muitas de nós não tivemos essa formação da neurociência, da neuropsicologia, que estão chegando agora às escolas para ajudar no trabalho pedagógico. Se o órgão responsável pela aprendizagem é o cérebro, a gente precisa conhecê-lo e estudá-lo. E isso implica muito na importância do professor sempre se reciclar e buscar uma formação contínua”, destacou Rosângela, lembrando a fala de um especialista no Congresso. “Um palestrante falou do fracasso escolar e perguntou: ‘De quem é o fracasso escolar? Quem é o responsável? Não existe receita pronta em educação, mas se eu tivesse que dar uma receita, seria a formação do professor. É você preparar o professor, o professor estudar, abraçar de corpo e alma a profissão, e tem que gostar do que faz’. Os desafios do século XXI não são os mesmos dos do século passado, e a gente fica muito presa ao que acontecia no século XX. Então, o professor precisa abraçar essa nova caminhada, que só é possível quando a gente busca se capacitar continuamente. Só assim conseguiremos avanços dentro da sala de aula. O professor precisa entender como o aluno aprende, até para entender a dificuldade que ele traz”.

Todas as palestras assistidas pelo grupo do CSC- JF falavam, em geral, da importância da figura do professor, exaltando sua missão. Segundo Sandra, em uma das apresentações, um especialista terminou sua fala com a seguinte frase: ‘Nada substituiu um bom professor’. “Ele quis dizer que hoje em dia nós estamos no mundo da tecnologia, ou seja, os alunos aprendem na ponta dos dedos, no computador. Mas que nada substitui um bom professor. E por quê? Por causa do afeto. O resto das coisas são todas frias, ele vai lá e adquire o conhecimento que ele quer, mas nada substitui aquele professor que é envolvido, afetuoso, que procura saber as especificidades de cada aluno, que programa suas aulas de forma dinâmica”, esclarece Sandra.

“Muita coisa a gente aprende de novo. A gente sabe, mas aquilo fica adormecido, e então vem aquela palestra e te cutuca, te chama de novo para a responsabilidade de ter aquele olhar diferenciado que o dia a dia engole, a prática engole”. A revelação de Rosângela prova que a capacitação contínua é fundamental para a realidade escolar. A partir de agora, as onze educadoras que participaram do Congresso irão se reunir para elaborar um material com a síntese de tudo o que foi visto no evento e, a partir daí, compartilhar com as demais educadoras do Colégio, a fim de que isso reflita no trabalho de toda a equipe.

“Todas as palestras foram muito boas e emocionantes. Eu saí dali cutucada, leve e doida para chegar na escola, porque eu sabia que ao chegar na escola eu iria olhar os alunos de maneira diferente. Todas as palestras valorizaram muito a figura do professor e nos mostrou que nós temos muitas armas nas mãos, a gente tem muito como ajudar o aluno, como motivá-lo”, conclui Rosângela. “A motivação tem muita importância. Fomos instigadas a nos lembrar daquele professor que nos marcou positivamente e refletir sobre o que ele fazia que eu ainda me recordo dele com carinho? Então, que eu faça o mesmo. Quer receita melhor do que essa? Você seguir o bom exemplo de um professor que te marcou? Agora, lembra daquele que te marcou negativamente e não reproduza o que ele fazia. São coisas básicas, mas você ouvir isso te alimenta”, complementou Sandra.

Estiveram presentes no Congresso as professoras Valdirene Andrade Honório, Juliane Szymanowski, Vanylene Lessa Dilly, Míriam de Freitas Machado Miranda, Aline Loures, Graciene Fontes Loures, Franscismara Salgado Martins, as supervisoras pedagógicas Sandra Mautoni e Rosângela Belo, a psicóloga Anna Paula Gomes da Silva e a orientadora educacional Alda Lúcia Moura Guimarães.

Encontro Formativo entre Casas de Educação Infantil

No fim de março, aconteceu o I Encontro Formativo de Educação Infantil envolvendo Casas da ACSC, que atuam no segmento em São Paulo – Casa da Criança de Vila Mariana, Creche Sagrada Família e NESC – Núcleo Educacional Santa Catarina.

O objetivo era promover uma maior integração entre as Casas, além da padronização de práticas educativas. O encontro aconteceu na Casa da Criança, na Vila Mariana, e reuniu mais de 40 pessoas, entre educadores, coordenadoras e equipe de enfermagem.

O evento teve início com um momento de espiritualidade e apresentou palestras sobre primeiros socorros e a importância do ato de brincar, com a educadora e pesquisadora Valéria Citta.

Além das palestras, as Casas puderam apresentar seus números e realizações, no formato de prestação de contas, e também compartilharam com o grupo uma experiência pedagógica de sucesso.

 

 

 

Escola de Música do CSC – JF oferece vagas no curso de Musicalização para bebês

A Escola de Música do Colégio Santa Catarina está com inscrições abertas para o curso de Musicalização para Bebês, destinado a crianças de oito meses a 2 anos. Os pais interessados devem procurar a secretaria da unidade para fazer a matrícula. As vagas são limitadas. Serão duas turmas, definidas de acordo com a idade da criança, às terças e quintas, das 16h às 16h45. Para participar das aulas, os bebês deverão estar acompanhados de um adulto responsável, preferencialmente da mãe ou do pai.

O curso de musicalização para bebês foi criado no ano passado e foi sucesso entre as famílias participantes. Isabel Landi, mãe da pequena Isabela, conta dos benefícios que a musicalização trouxe para a filha: “Ela entrou na musicalização com um ano e três meses e foi muito bom, porque ela interagia com as músicas, o contato com os instrumentos a acalmava e ela voltava outra pra casa. E pedia para ir à aula”. Quem também se divertiu muito com a musicalização foi o Enzo, que entrou no curso, no início do ano passado, aos onze meses de vida. “O curso despertou o Enzo para o gosto musical. Hoje ele vê um instrumento e quer chegar perto, quer tocar, e isso é super gratificante. Além disso, é um momento só meu com ele. Outro dia estive na Escola de Música para fazer a matrícula para este ano e ele já queria subir para a salinha. Isso mostra como ele gosta das musiquinhas e vibra com elas”, afirma a mãe, Simonea Cristina Vicente Ferreira.

De acordo com a coordenadora da Escola de Música, o objetivo é desenvolver a relação afetiva entre pai/mãe e filho, além, é claro, de despertar a parte musical da criança. “Trabalhar com bebê é algo bastante motivador. O diferencial da nossa proposta é trabalhar a afetividade porque acreditamos que a música proporciona esse vínculo. Nós trabalhamos os sentidos através da música, do toque na criança, estimulamos o bebê produzir sons com objetos que também exalam cheiro. E isso vai ficar na memória afetiva da criança para o resto da vida”, conta entusiasmada Patrícia Guimarães.

O curso tem o respaldo da psicóloga do CSC, que aposta muito na iniciativa. “O primeiro contato de amor da criança é a voz, a voz da mãe e a sua própria voz, através do choro. Por isso, a cantoria e o ninar têm tudo a ver para apaziguar o processo de separação que toda criança vive ao nascer. O contato com a mãe, o ninar da mãe, faz o bebê se sentir protegido, seguro e confortável, dando a ele condições para estruturar seu processo de crescimento e descoberta. A musicalização nessa fase da vida ajuda no resgate do afeto entre mãe e filho, do cuidado, do aconchego”, relata Fernanda Pedroso.

O curso tem uma aula semanal com duração de 45 minutos. O período é estipulado baseando-se na capacidade de concentração dos bebês, visto que esse é o período máximo que se consegue manter a atenção deles. As turmas têm, no máximo, oito crianças para garantir um trabalho individualizado. A Escola de Música do CSC conta com uma seleção de instrumentos especiais para o curso. Alguns instrumentos têm formato lúdico, além do kantele, uma harpa de origem celta que tem uma sonoridade de relaxamento, outra coisa muita importante para os bebês. “Eles podem tocar os instrumentos com a ajuda das mamães e isso faz com que eles fiquem mais atentos e concentrados”, afirma Patrícia.

De acordo com a professora, a música melhora as conexões neurais da criança para a cognição dela no futuro, como aprendizagem, linguagem, fala, coordenação motora, além das relações sociais. “Também ajuda na percepção de mundo, pois a criança fica mais sensível para perceber tudo em torno dela. A música faz grande diferença na vida de quem tem esse contato desde cedo. A criança que tem a sensibilidade musical respeita mais o outro. É claro que a gente espera que eles cresçam e também se tornem amantes da música, mas isso seria uma consequência, não nosso objetivo inicial”, defende Patrícia.

Resultados comprovados

A ideia de trabalhar a música na primeira infância (até os três anos de idade) se baseia em estudos desenvolvidos em diversos países sobre o assunto. É um trabalho fundamentado, com resultados extremamente satisfatórios comprovados por pesquisas científicas A musicalização para bebês é um tema antigo nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, foi introduzida há cerca de 35 anos.

Obviamente, a musicalização para bebês não se propõe a ensiná-los tocar algum tipo de instrumento, cuja prática deve ser iniciada a partir dos quatro ou cinco anos. Para quem acredita que os bebês são muito pequenos para serem musicalizados, existem várias pesquisas feitas sobre o assunto que provam o contrário. Uma delas, por exemplo, explica que o primeiro sentido humano a se desenvolver totalmente é a audição, tanto que hoje existem trabalhos com música para as gestantes. Segundo os estudos, até dois anos de idade o cérebro está em formação. Portanto, os estímulos em todas as áreas ajudam a desenvolver mais rápido as conexões nervosas. A musicalização ainda pode ajudar na formação da personalidade da criança, contribuindo com a socialização, o raciocínio e a concentração.
Escola de Música

Criada em 20 de abril de 2005, a Escola de Música do CSC funciona na Casa Madre Regina, prédio anexo ao colégio, na Avenida dos Andradas. O objetivo é desenvolver a musicalidade e uma maior percepção da visão de mundo, uma vez que a música valoriza as relações interpessoais e estimula o desenvolvimento integral da criança.
A Escola de Música tem grupos de coral e oferece aulas de violino, violão, teclado, flauta doce, flauta transversa, musicalização, além das Cameratas, com turmas para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. A Escola de Música é coordenada pela maestrina Patrícia Guimarães e funciona de segunda a sexta, com aulas nos períodos da manhã, tarde e noite. Atualmente, conta com um corpo docente de seis instrutores e 160 alunos.

 

Show de Física: aprender com diversão

Aprender de forma divertida é sempre mais estimulante. E esse é justamente o objetivo do Show de Física da Universidade de São Paulo – USP, do qual participaram recentemente os alunos do Colégio Santa Catarina de São Paulo. A atração contou com uma série de demonstrações abordando diversos assuntos interessantes sobre a Física. Supervisionados por um professor coordenador, monitores treinados fizeram apresentações lúdicas, divertidas, dinâmicas, envolventes e interativas, permitindo que os alunos contextualizem, ampliem e estimulem o seu perfil científico.

15 de novembro – Proclamação da República do Brasil

No calendário brasileiro é possível encontrar diversas datas festivas, mas também é possível encontrarmos uma grande quantidade de feriados e muitos deles são simbólicos à nossa nação.

Um dos feriados de bastante importância e muito tradicional é justamente o feriado de 15 de novembro, que representa justamente a Proclamação da República brasileira. Momento no qual o regime republicano foi introduzido no Brasil, derrubando a monarquia e dando fim ao reinado e soberania de Dom Pedro II. Vale lembrar que este fato foi justamente consumado em 15 de novembro de 1889, levando o Brasil a ser uma república.

A Proclamação da República ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, que na época era a então capital do Império. O golpe foi liderado por um grupo de militares que tinha como líder o marechal Deodoro da Fonseca. Por isso, 15 de novembro é uma data especial e bastante simbólica.

Agora que você relembrou parte de nossa história, aproveite o feriado com sabedoria!

Creche Sagrada Família inaugura biblioteca

A comunidade do Jardim Saúde, na Zona Sul de São Paulo, já pode comemorar. Em setembro, foi inaugurada oficialmente na Creche Sagrada Família a Biblioteca Doce Leitura, um espaço que beneficiará não apenas os alunos atendidos no local, mas também toda a população do entorno, incluindo ex-alunos, familiares, estudantes de outras instituições, entre outros públicos.

Idealizado pela diretoria da Creche em 2010, o projeto passou anos buscando o apoio de parceiros que pudessem investir recursos a fim de transformar a iniciativa em realidade. Neste processo, a área de Sustentabilidade da ACSC levou a proposta ao Instituto 3M, braço filantrópico de uma das mais importantes multinacionais do mundo, que reconheceu sua importância e abraçou a causa, proporcionando aos moradores de todo o bairro o acesso a um espaço que favorece o contato com o universo do saber e da cultura.

“Este projeto, após alguns anos de espera e expectativa, sairá finalmente de uma intenção para uma ação concreta que vai impactar na vida de muitas famílias e tenho certeza de que melhorará a relação com a comunidade, bem como será um espaço para despertar o interesse pela leitura, saber e propagação da história e valores da Associação Congregação de Santa Catarina”, declara Antônio Azevedo, diretor de Filantropia da ACSC.

Segundo Juliana Altieri, diretora da Creche Sagrada Família, embora o funcionamento de biblioteca esteja ainda muito no começo, já se pode notar que os objetivos do projeto estão sendo plenamente alcançados, uma vez que se tem observado um interesse cada vez maior das crianças pelas atividades realizadas no espaço. Além disso, o feedback sobre o impacto da iniciativa não só na vida dos alunos, mas também dos pais, já são muito positivos.

“Nós sabemos que muitos pais não têm interesse pelo hábito da leitura e, com isso, deixam de estimular as crianças nesse sentido. Com este projeto, fazemos o caminho oposto: as crianças é que estimulam os pais a criar o hábito de ler. Toda sexta-feira, os alunos levam um livro para casa e são estimulados a chamar seus familiares a contar essas histórias para eles no final de semana. Criamos com isso um momento novo para essas famílias. Os pais têm adorado e elogiado bastante a proposta”, conta Juliana.

Ainda segundo a diretora, atualmente o espaço está sendo utilizado apenas pelas 90 crianças atendidas pela Creche, do Maternal I ao Jardim III. Porém, em breve, toda a comunidade também poderá ter acesso aos serviços da biblioteca. “Todos os dias há alguma atividade programada para os alunos, como teatro de fantoches, contação de histórias, roda de leitura, entre outras. Já estamos comunicando os pais e também os ex-alunos de que em algumas semanas o espaço será aberto a todos. Vale pontuar que muitos ex-alunos, quando precisam deixar a Creche para ir para o Ensino Fundamental, se ressentem de nos deixar, por gostarem de frequentar a nossa Casa. Com isso, poderemos acolhê-los novamente”, comemora a diretora.

Para o diretor de Filantropia da ACSC, este caráter de acolhimento do projeto está totalmente alinhado à missão da instituição. “Madre Regina Protmann, na profundidade do seu lema, ‘Como Deus Quer’, nos inspira a caminhar ao encontro dos ensinamentos de Cristo Jesus e acolher com dignidade e respeito todos os seres humanos que trabalham, estudam ou contribuem com a história da entidade”, lembra Antônio Azevedo.

Vale ressaltar que o acesso à comunidade na biblioteca será aberto sempre no período da tarde. A parte da manhã permanecerá reservada à programação dos alunos.

O acervo da Biblioteca Doce Leitura é composto por 1.050 títulos, entre livros novos e antigos, comprados e doados, sendo a maior parte publicações com histórias, contos e fábulas infantis. Há também TV e DVD para sessões de cinema, teatro de fantoches e dedoches, brinquedos educativos, entre outros recursos.

Destaques da inauguração

Irmãs Penha e Lúcia juntas com a diretora Juliana

A inauguração do novo espaço da Creche Sagrada Família contou com muitos momentos especiais. Depois da abertura da cerimônia, feita pela diretora Juliana Altieri, os presentes se emocionaram com apresentações de canto e dança dos alunos das turmas Maternal I e Jardim II.

Além disso, as irmãs Penha e Lúcia promoveram um momento de espiritualidade, levando todos a refletir sobre a influência do legado de Madre Regina Protmann em mais essa conquista da ACSC.

“Uma das grandes preocupações de Madre Regina foi ensinar as crianças a ler e escrever. Nossas ações podem ajudar essas crianças a terem uma nova sociedade, a pensar de forma diferente, pois elas serão no futuro aquilo que ensinarmos a elas”, disse irmã Penha.

Mais sobre a Biblioteca Doce Leitura

A Biblioteca Doce Leitura atenderá alunos, ex-alunos além de permitir o acesso aos familiares e munícipes das comunidades do Jardim Saúde, Dom Macário, Boqueirão e Eugênio Falk.

A Creche Sagrada Família fica localizada na Rua Juvenal Galeno, 585 – Jd. da Saúde – São Paulo.

Uma realização da Associação Congregação de Santa Catarina, esta iniciativa se torna possível através da parceria firmada com o Instituto 3M e o apoio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD), do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e da Prefeitura de São Paulo.

Aluno do Colégio Santa Catarina de JF é o novo campeão brasileiro de xadrez

O Colégio Santa Catarina de Juiz de Fora, gerido pela Associação Congregação de Santa Catarina, parabeniza o aluno Enzo Emanuel Victor Fontes, do 5º ano do Ensino Fundamental, pela conquista do Campeonato Brasileiro de Xadrez, título conquistado no último mês, em Catanduva, interior de São Paulo. Com a vitória, Enzo ganhou o direito de ocupar a vaga oficial do Brasil, na categoria sub-10, nas competições internacionais que estão por vir: Panamericano, Sulamericano e Mundial, que será disputado em Dubai.

Com apenas dez anos, Enzo alcançou um título inédito para o xadrez juiz forano. “Foi um campeonato muito disputado, de alto nível. Tinha muito competidor de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Bahia e até do Amazonas”, conta o enxadrista.

Enzo aprendeu a jogar xadrez com o pai, aos seis anos. A primeira partida não foi nada agradável. “Eu perdi pro meu pai e fiquei com muita raiva. Achei muito chato e disse que nunca mais ia jogar xadrez. Mas pouco tempo depois eu estava ensinando meu amigo a jogar”, conta. Logo depois, Enzo começou a fazer xadrez no Colégio Santa Catarina, atividade extraclasse dada pelo professor Haroldo Carvalhido. “Ele sempre foi um aluno muito aplicado, esforçado, estudioso e está de parabéns”, conta orgulhoso o professor.

Haroldo destaca também o desempenho de outro aluno, Luca Pimenta Cardoso, também do 5º ano, que ficou em 5º lugar no Brasileiro. “Ficar em quinto num campeonato que reúne os melhores do país também é digno de mérito. O Enzo e o Luca são amigos, participam juntos de vários torneios, inclusive, o Luca é o atual campeão carioca”, ressalta. De acordo com o professor, o xadrez faz com que os praticantes fiquem mais sociáveis, autoconfiantes, enturmam com mais facilidade. Além disso, desenvolve o raciocínio lógico e a concentração. Enzo concorda. “Nunca fui de fazer bagunça, mas eu fiquei ainda mais concentrado na sala de aula. O xadrez me dá autoconfiança, melhora minha autoestima e eu faço muitos amigos através do xadrez”.

Colégio Santa Catarina JF recebe Selo Escola Solidária

O Colégio Santa Catarina (CSC) de Juiz de Fora, gerenciado pela Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), vai receber o Selo Escola Solidária pela quinta vez consecutiva, um reconhecimento do Instituto Faça Parte às escolas brasileiras de educação básica comprometidas com uma educação solidária que desenvolve projetos de voluntariado. O Selo tem a parceria do Ministério da Educação (MEC), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), da UNESCO e da UNICEF. A premiação é realizada a cada dois anos. Desde 2003, mais de 16 mil escolas públicas e particulares de todo o país já foram reconhecidas.

“O certificado é um reconhecimento do trabalho de educação solidária desenvolvido pela escola. O Voluntariado Jovem tem sido a referência para avaliação do Santa Catarina. Nas últimas quatro edições, a cada etapa da premiação, apresentamos um dos projetos desenvolvidos pelos alunos, como Tardes Culturais na creche, Aniversariantes do mês no Abrigo Santa Helena, Sementes de Girassol no Ceprom e Melhor Idade junto ao Cras”, explica o professor Juceme Rodrigues, coordenador do Voluntariado Jovem do CSC.

O Voluntariado Jovem é um projeto que surgiu há cinco anos no CSC, com o objetivo de humanizar os estudantes, a fim de que eles saibam conviver com as diferenças e respeitá-las. Todos os alunos do Colégio, a partir da 7ª série, podem participar. São duas atividades semanais: às quartas é feito um trabalho com idosos, e às quinta com crianças. “A escolha de trabalhar com crianças e idosos segue a linha de trabalho de Madre Regina, que buscava ajudar as crianças na instrução, e os idosos, principalmente aqueles mais desfavorecidos e abandonados pela família”, conta Juceme.

Selo Escola Solidária

Em 2013 o Selo Escola Solidária completa 10 anos e fará uma edição especial. Serão reconhecidas as 1.057 escolas que mais receberam selos. Em Juiz de Fora, apenas o Colégio Santa Catarina, o Instituto Metodista Granbery e a Escola Degraus de Ensino serão contempladas.