Mutirão de cirurgias ortopédicas do HTO Dona Lindu ultrapassa a marca de 500 pacientes

Após superar, em abril deste ano, a marca de 17 mil procedimentos cirúrgicos realizados, o Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (RJ) atingiu mais uma importante estatística em 2015. Na última edição do mutirão de cirurgias, que beneficiou mais 30 pacientes que precisavam de operação para as especialidades de ombro, quadril e joelho, o HTO Dona Lindu ultrapassou a marca de 500 pacientes de várias cidades do Rio de Janeiro atendidos pelos mutirões, que acontecem desde julho de 2012.

Sônia Ângela Machado, de 54 anos, faz aniversário em julho e ganhou um presente antecipado inesquecível neste ano. Paciente de número 500 da história dos mutirões, ela passou pela cirurgia após mais de um ano de espera. A moradora de Barra Mansa sofre com artrite e artrose no joelho direito há cerca de oito anos e as dores são constantes em quase todas as atividades: “Sou dona de casa e trabalho quase o dia inteiro. Às vezes fico umas nove horas em pé e sinto muitas dores no joelho. Até uma atividade como a caminhada, que eu gosto muito, me traz dor. Estou muito emocionada. Minha expectativa é que as dores finalmente acabem. Me sinto muito feliz em participar do mutirão e de ser a paciente 500. Este, com certeza, foi um grande presente de aniversário que ganhei antecipadamente”, disse.

Segundo a diretora executiva do HTO Dona Lindu, Patricia de Toledo, o objetivo dos mutirões é otimizar a realização de procedimentos ortopédicos, reduzindo o tempo de espera dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Todos os participantes do mutirão seguiram o fluxo de cirurgias eletivas do SUS no estado e os 30 pacientes desta edição estavam aguardando há pelo menos um ano. Para a diretora, a marca de mais de 500 pacientes beneficiados é muito relevante, e mostra como esta ação é bem sucedida.

“O mutirão cirúrgico permite a diminuição da espera dos pacientes por cirurgias ortopédicas no Sistema Único de Saúde (SUS), trazendo alívio a estas pessoas que sentem dores diariamente. Passar da marca de 500 pacientes atendidos nestas ações é muito importante e nos dá muito orgulho de fazer parte de um trabalho que fortalece o nosso compromisso com eficiência e qualidade do serviço de saúde pública. Para o paciente que espera há muito tempo a oportunidade da cirurgia é a chance de mudar a sua vida”, disse.

Ainda segundo a direção do HTODL, todas as cirurgias do HTODL seguem o Protocolo de Cirurgia Segura, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, além de oferecer estrutura moderna, com aparelhagem avançada e equipe de apoio especializada, o que garante a segurança de todos que operam no hospital.

Protocolo de Cirurgia Segura

A Direção Técnica do Hospital São José (HSJ), em parceria com as gerências de Enfermagem e Qualidade, promoveu o evento de lançamento do seu Protocolo de Cirurgia Segura (PCS), dia 23 de julho,  no Centro de Estudos do hospital. O evento, que teve como público alvo os médicos da Casa lançou o Protocolo, que será implementado em breve.

A apresentação do documento foi feita por membros das equipes de enfermagem ligados ao Centro Cirúrgico e durou cerca de 40 minutos. O PCS do São José é baseado no Protocolo do Ministério da Saúde (MS) – Portaria nº 1.377, de 9 de julho de 2013 -, cuja finalidade é: “Determinar as medidas a serem implantadas para reduzir a ocorrência de incidentes e eventos adversos e a mortalidade cirúrgica, possibilitando o aumento da segurança na realização de procedimentos cirúrgicos, no local correto e no paciente correto, por meio do uso da Lista de Verificação de Cirurgia Segura desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

“Esse é um caminho sem volta”, comentou Dr. Marcelo Vettore, Diretor Técnico do HSJ ao final da apresentação. “Estamos trabalhando em todos os setores para aumentar a cada dia as condições de segurança dos nossos pacientes e o PCS faz parte de um processo que envolve todos os setores do Hospital”.

Após a apresentação, diversos cirurgiões fizeram observações sobre o Protocolo. “Precisamos manter a essência do PCS, tal qual como preconizado pelo MS e OMS, mas o documento deve sofrer adequações para adaptar-se à nossa realidade”, salientou o Diretor Técnico. Ao final da reunião, o diretor técnico agradeceu a presença de todos e salientou que a implantação do Protocolo será realizada assim que as adequações necessárias forem realizadas.

O diretor executivo do HSJ, Danilo Leon, comemorou a iniciativa, lembrando que a participação dos cirurgiões é fundamental no processo de implantação do PCS. “Assim como as equipes de enfermagem, os cirurgiões são diretamente afetados pela implementação do Protocolo, por isso é importante que eles participem dessa etapa de finalização do documento. Com esse processo, damos mais um importante passo dentro das diretrizes de melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados”, finalizou Leon.

Cirurgia inédita de coluna é realizada no Hospital Santa Teresa

Cerca de 80% da população sofre com dores na coluna, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas muitos dos que sofrem com as fortes dores temem o diagnóstico e método cirúrgico por acharem complexos e dolorosos. A partir deste ano, os moradores de Petrópolis (RJ),  já não precisam mais se preocupar com o grande trauma de uma cirurgia de coluna.

Já está disponível na cidade a técnica cirúrgica minimamente invasiva para procedimentos da coluna, realizada pela primeira vez  no Hospital Santa Teresa (HST),  pela equipe do médico ortopedista e especialista em coluna Paulo Brum. A XLIF (do inglês Extreme Lateral Interbody Fusion – fusão intersomática por via extremo-lateral) é realizada através de uma incisão (±5 cm) lateral ao corpo do paciente.

De acordo com Dr. Paulo Brum, a nova técnica difere das técnicas tradicionais por ser menos traumática e oferecer alta precoce aos pacientes. Dentro das doenças que podem receber tratamento por este procedimento estão, entre outras, a escoliose, hérnia de disco e a espondilolistese.

Dr. Paulo Brum

“O avanço tecnológico aliado à medicina vem propiciando o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas que visam uma recuperação mais rápida dos pacientes, além de ser menos dolorosa, com risco de infecção reduzido e sem necessidade de transfusão de sangue. O nosso paciente foi embora andando após 48h de realização do procedimento.”, explicou Dr. Paulo Brum.

O diretor executivo do Hospital Santa Teresa, Vinícius Tadeu de Oliveira, parabenizou Paulo Brum pelo sucesso do procedimento, que é o terceiro inédito realizado no Hospital. Em 1982 foi realizada a 1º cirurgia de coluna com instrumentação e em 1983 a primeira cirurgia de escoliose com instrumentação, todas no HST.

“Ficamos lisonjeados em receber Dr. Paulo Brum aqui no Hospital, para realizar mais uma cirurgia inédita no nosso Município. Parabenizamos a toda equipe pelo sucesso do procedimento e estamos abertos para receber outros especialistas que queiram realizar qualquer outro procedimento em nosso Centro Cirúrgico. O Hospital Santa Teresa está muito focado nos avanços da área médica e principalmente na realização de procedimentos inovadores.”, finaliza.

Hospital Santa Teresa faz cirurgia inédita em Petrópolis

As equipes de Neurocirurgia, Buco-maxilo-facial e Oftalmologia do Hospital Santa Teresa (HST), gerenciado pela Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), realizaram uma cirurgia inédita em Petrópolis: a retirada de um arpão de pesca do crânio de um paciente, em abril. Bruno Barcellos de Souza Coutinho, 34 anos, feriu-se ao limpar o objeto que disparou contra a própria face perfurando o canto do olho esquerdo e atravessando o crânio. Ele foi resgato por uma equipe do Corpo de Bombeiros de Petrópolis e deu entrada no HST lúcido e orientado. O objeto de 30 cm perfurou 15 cm do crânio de Bruno Barcellos e passou por milímetros de distância de artérias vitais. Após uma cirurgia de quatro horas, as equipes de Neurocirurgia e Buco-maxilo-facial conseguiram retirar o objeto sem que o paciente sofresse qualquer tipo de dano neurológico.

A equipe de Oftalmologia do HST fez a segunda etapa da cirurgia em que a grande preocupação era de se manter o órgão (olho esquerdo) do paciente. Bruno Barcellos teve o globo ocular reconstruído o que o possibilitará futuramente de usar uma prótese.

O Diretor Executivo do Hospital Santa Teresa, Vinicius de Oliveira frisou que é uma política do HST a interação das equipes médicas em busca do melhor tratamento dos nossos pacientes. “Nós contamos com equipes multidisciplinares altamente capacitadas a realizar qualquer tipo de intervenção cirúrgica, das mais simples as de alta complexidade. Além de todo um suporte tecnológico foi a interação entre as equipes que culminou no sucesso dessa cirurgia.”, finaliza.

Após 19 dias internado Bruno Barcellos teve alta do Hospital Santa Teresa, no dia 06 de maio, e pôde retomar a rotina de vida normalmente.  O caso inédito em Petrópolis tomou proporção na imprensa internacional.