HTODL realiza grande número de cirurgias de alta complexidade

O Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL) tem desempenhado importante papel ao atender a alta demanda das principais patologias eletivas de traumas ortopédicos do estado do Rio de Janeiro, como as de quadril, joelho, coluna e trauma ortopédico. Até a inauguração do Dona Lindu, em julho de 2010, essas patologias eram encaminhadas para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), que realizava as cirurgias em regime eletivo.

Com 67 leitos, sendo 60 para internação cirúrgica e sete para Centro de Tratamento Intensivo (CTI) pós-operatório, o HTODL é administrado pela Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) em regime de gestão compartilhada – como as OSSs no estado de São Paulo. O Dona Lindu atende somente o Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe pacientes de todo estado do Rio de Janeiro – com exceção da Capital e Região Metro 1.

O coordenador médico do Hospital, Dr. Marcos Correia, cita os principais números da produção cirúrgica. “Desde a inauguração já realizamos 1522 procedimentos cirúrgicos. Vale salientar, no entanto, nossa grande produção na área da alta complexidade: de novembro de 2010 a fevereiro de 2011 realizamos 438 procedimentos como Artroplastias totais de quadril (187); Artroplastias totais de joelho (97) e cirurgias de coluna (57)”.

Em função de tais números, o HTODL já desponta como segundo hospital que mais realiza cirurgias ortopédicas no estado do Rio de Janeiro, atrás apenas do próprio INTO. Segundo Artur Hummel, diretor executivo, os bons resultados são fruto do trabalho conjunto do corpo funcional. “Acreditamos que o comprometimento das equipes tem se traduzido em bons resultados. Temos colaboradores engajados nas diversas áreas que acolhem o paciente desde sua entrada no Hospital. São pessoas comprometidas com a qualidade, ética, humanização e profissionalismo”, comenta.

A fala do diretor é reforçada pelo depoimento da paciente Clarinda Mattos Ramos, 61 anos, vítima da tragédia das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, moradora do município de Sumidouro, que passou por diversas cirurgias no HTODL. “Sofri um acidente nas enchentes e fui levada para o hospital em sumidouro e depois trazida para o HTO. Agradeço muito a Deus por ter sido encaminhada para cá, pois este hospital e os profissionais que aqui trabalham foram fundamentais para minha recuperação”, conta Dona Clarinda, que teve alta hospitalar no dia 18 de março.

Segundo a diretoria executiva do HTODL, encontra-se em negociação com o Estado a ampliação do número de atendimentos. “Pretendemos ampliar o número de atendimentos com o objetivo de suprimir essa demanda reprimida e diminuir ao máximo possível a fila de espera por cirurgias ortopédicas no estado do Rio de Janeiro”, conclui Hummel.

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