Envelhecimento ativo – uma proposta de saúde

Na sociedade contemporânea enfrentamos o grande desafio do envelhecimento populacional, ocasionado também pela diminuição dos índices de natalidade e o considerável aumento da expectativa de vida.

É consenso admitirmos que o progresso da medicina, a melhora higiênica e o desenvolvimento acelerado da tecnologia, corroboraram direta e positivamente para esse singular marco da humanidade.1

No Brasil, segundo dados do IBGE (2010), em 1991 a população com 65 anos ou mais compunha 4,8% da população geral, passando a 5,9% no ano de 2000 e aumentando para 7,4% em 2010. Neste contexto, a expectativa de vida no Brasil atualmente é estimada em 73 anos de idade, pesquisas estimam para 2050, um valor cronológico de 80 anos.

Diante deste novo paradigma do envelhecer, consideramos a relevância no surgimento de políticas públicas que oportunizem aos idosos a prática de uma postura ativa nas esferas políticas, sociais, familiares, econômicas, religiosas, emocionais e físicas, fatores que se inter relacionam entre si, contribuindo com um envelhecimento bem sucedido.

Neste sentido o Centro de Referência do Idoso da Zona Norte de São Paulo (CRI Norte), serviço da Associação Congregação de Santa Catarina em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, promove atendimento com especialidades médicas, assistenciais e ambulatoriais ao idoso.

O centro de convivência é um dos setores do CRI Norte que tem por objetivo promover a prática do envelhecimento ativo, conceito proposto pela Organização Mundial da Saúde (2005), no qual fundamenta sua diversidade de atividades propostas para otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, que segundo o programa da OMS, são pilares fundamentais para o estímulo da autonomia e independência do idoso.

Entre as atividades educacionais, culturais, artesanais e de geração de renda propostas pelo centro de convivência; podemos destacar o exercício físico, que possibilita à saúde física e mental do idoso. Oferecendo diretamente aos idosos a possibilidade de gerenciar as suas próprias escolhas, com maior ou menor grau de dependência da sociedade, instituições e familiares.

O centro de convivência utiliza também os execícios físicos, em suas diferentes modalidades, para estimular a socialização e o protagonismo. Esta mesma conduta prática é proposta no setor da reabilitação física, promovendo uma melhora física e estimulando a participação dos usuários nas demais atividades propostas pelo serviço.

Neste sentido, esperamos contribuir positivamente para oferecer aos idosos em nossa instituição um serviço de excelência, convergente ao envelhecimento bem sucedido.

 

AUTORES:

Diego Miguel (Artista Plástico, especialista em Linguagens da Arte CEUMA/ USP, coordenador do Centro de Convivência do CRI Norte)

Silvio Lopes Alabarse (Educador Físico, especialista em fisiologia do exercício, mestre e doutorando em ciências da saúde pela Unifesp, educador físico da reabilitação do CRI Norte.)

 

REFERÊNCIAS:

1- Faro A C M, Gusmão J L, Leite R C B, Mendes M R S S B. A Situação Social do Idoso no Brasil: Uma Breve Consideração. Ann Acta Paul Enferm 2055 Fevereiro; 18(4): 422-6

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde. Envelhecimento Ativo: Uma política de saúde. Brasília, 2005.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Sinopse do Censo Demográfico 2010. Rio de Janiero, 2011.

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