HTODL bate recorde de cirurgias ortopédicas no Rio de Janeiro

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) comemora mais um recorde em 2011: ao longo do ano foram registradas 46,2% cirurgias ortopédicas a mais que em 2010. O hospital que mais fez este tipo de cirurgia foi o Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL), em Paraíba do Sul, que é gerenciado pela Associação Congregação de Santa Catarina. Especializado em atendimentos de média e alta complexidade, a unidade realizou 3.153 operações ao longo de 2011.

Confira aqui a reportagem na íntegra:  Secretaria de Estado de Saúde encerra 2011 contabilizando 462 cirurgias ortopédicas a mais que em 2010

Amparo Maternal acolhe gestantes dependentes químicas e mostra que a recuperação é possível

A operação da Polícia Militar na região da cracolândia, em São Paulo, tem sido tema do noticiário desde 3 de janeiro, quando os dependentes de drogas que ficavam até então aglomerados no centro de São Paulo foram dispersos. No meio desta população existem várias mulheres grávidas. Este foi o tema da reportagem da Folha de S. Paulo de hoje: “As grávidas do crack”.

O Amparo Maternal, maternidade gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina, tem dentro de sua estrutura um Centro de Acolhida para Gestantes, Mães e Bebês, fruto de convênio com a Prefeitura do Município de São Paulo, que conta também com o apoio de mais de 100 voluntárias. Esta casa tem o objetivo de acolher as gestantes em situação de risco e vulnerabilidade social, atendendo desde casos de violência doméstica, sexual, abandono familiar, dependentes químicas, entre outros.

Com 100 vagas por mês, o Centro funciona como uma espécie de “placenta social”, no qual nasce o bebê e ao mesmo tempo trabalha-se para que renasça uma nova mulher, com um papel cidadão, vínculos familiares e até mesmo na comunidade em que está inserida e preparada para buscar uma vida digna junto ao seu filho.

Todas as mães participam de oficinas de artesanato, costura, informática, palestras e cursos profissionalizantes, por meio de parcerias com instituições de ensino, além de tratamentos nas unidades de saúde. Para o caso das dependentes químicas, todas fazem acompanhamento no Caps- AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas) e o papel da mãe, assim como o vínculo e responsabilidade social, é trabalhado junto às acolhidas.

Trata-se de um centro, que independente da vulnerabilidade da mulher, é especializado em gestantes, mães e bebês. Na reportagem, umas das mães que recebeu acompanhamento pelo Centro concedeu entrevista e mostrou que é possível se recuperar e que o filho (se a mãe for preparada e receber estrutura) pode ser um motivo para mudança de conduta.

Veja abaixo:

As grávidas que precisam de acolhimento podem procurar o Centro de Acolhida pelo Telefone: 11 5089-8277 ou na Rua Loefgreen, 1091 – Vila Clementino (Próximo ao metrô Santa Cruz).

 

Crises de depressão e ansiedade lideram emergência psiquiátrica em SP

Crises de depressão e ansiedade lideram o atendimento de emergências psiquiátricas no maior pronto-socorro especializado em psiquiatria da capital paulista. É o que aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados do PAI (Polo de Atenção Intensiva) em Saúde Mental, unidade da pasta localizada na Zona Norte.

Do total de pacientes atendidos no serviço, 25% têm diagnóstico primário de depressão ou de transtorno de ansiedade. Problemas com dependência química são responsáveis por 13% dos casos. Já os surtos psicóticos representam 12% dos atendimentos, enquanto os transtornos bipolares respondem por 7% e outros transtornos ansiosos, 6%.

Para a gerente médica do PAI, Célia Gallo, o nível alto de estresse da vida moderna em uma grande capital, como São Paulo, pode ser considerado uma possível causa para os quadros prevalentes de depressão e ansiedade atendidos no local, mas não a única. A médica explica que os mesmos diagnósticos são encontrados também no meio rural, onde a vida é mais tranquila, por exemplo.

Ela também analisa que apesar de serem o principal motivo da busca do serviço para 13% dos pacientes, as drogas podem ter influência indireta junto a um número muito maior de casos.

Dos 20,7 mil pacientes atendidos pelo PAI em 2010, 51% estavam em idade produtiva e tinham entre 19 e 40 anos.

O PAI da Zona Norte é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Associação Congregação de Santa Catarina. Instalado na área do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, possui 30 leitos de internação, 13 de observação e um ambulatório para acolher os pacientes. Seu foco é o atendimento em psiquiatria. A demanda espontânea (pacientes que procuram o serviço) representa 88% dos atendimentos.

O PAI também mantém projetos diferenciados para seus pacientes e familiares, como a da Cozinha Experimental, que ocorre duas vezes por mês e visa fortalecer os vínculos entre as equipes e os pacientes, trabalhando habilidades como a organização e autonomia.

Outro projeto inovador é o Casulo, que abre espaço para discussão e informação dos pacientes, familiares e dos profissionais, desmistificando o termo “loucura” e proporcionando um trabalho de reflexão sobre o tema. O trabalho também é realizado pelos profissionais do PAI ZN por meio de visitas domiciliares à comunidade local.

Confira a notícia na íntegra no UOL.

1 de dezembro: Dia Mundial de Luta Contra a AIDS

O Dia Mundial de Luta Contra a AIDS – 1º de Dezembro –  foi instituído em outubro de 1987 durante uma Assembléia Mundial de Saúde com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil a data só passou a ser comemorada a partir de 1988. O dia tem por objetivo dar visibilidade ao combate à epidemia, despertar na sociedade a real necessidade da prevenção, ampliar o esclarecimento sobre a síndrome e reforçar a solidariedade às pessoas vivendo com HIV/AIDS. A cada ano diferentes temas são abordados destacando importantes questões relacionadas à doença, esse ano a campanha dará enfoque aos jovens gays de 15 a 24 anos. A data é também marcada mundialmente por manifestações realizadas pelo Movimento Social de Luta Contra a AIDS, formado por Organizações da Sociedade Civil que atuam em algum seguimento do enfrentamento a epidemia da AIDS.

O enfrentamento a epidemia da AIDS no Brasil tem sido uma tarefa de vários setores: Ministério da Saúde, Organizações da Sociedade Civil, Movimentos Sociais de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS e Religiões. Todos na luta por avanços no tratamento e controle da epidemia. Apesar de termos um modelo de tratamento considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como referência no mundo, nesses 30 anos de epidemia, a resposta brasileira à AIDS não está pronta, ela precisa ser aperfeiçoada a cada dia, com o desafio de qualificar a rede de atendimento para responder às necessidades e exigências das DSTs e AIDS, proporcionando um atendimento mais humanizado aos usuários do serviço. Ainda há muito a ser feito, nossos usuários sofrem por falta de leitos hospitalares, esperam até noventa dias para terem a 1ª consulta depois de se descobrirem soropositivos, faltam medicações para as doenças oportunistas, rejeição no ambiente de trabalho, na família e da própria sociedade na qual vivemos. Ainda temos problemas de acesso ao tratamento porque muitas pessoas não têm condições de pegar o medicamento, comparecer às consultas e/ou exames, pela distância, por não possuírem recurso para deslocamento até a unidade de saúde na qual são atendidas. Existem também casos em que as condições de alimentação e moradia interferem no tratamento. Portanto, além do aspecto clínico também é necessário dar atenção às questões sociais para se obter avanços no enfrentamento da AIDS. Sabemos que estudos referentes ao uso dos antiretrovirais (o Brasil possui uma cobertura de 94,8%) indicam aumento na estimativa de vida, mas também aumenta o número de pessoas com sequelas físicas, por causa dos efeitos adversos ou por causa das infecções oportunistas.

A responsabilidade para superar as fragilidades e desafios nos vários âmbitos da sociedade é de todos nós. Por isso é importante investir na prevenção, é necessário nos envolvermos na busca de soluções para os problemas que se apresentam. Temos que vencer as barreiras do preconceito e da discriminação, talvez esse seja nosso maior desafio porque “viver com HIV é possível, com o preconceito não”. Isso significa que é necessário construir mudanças também de ordem cultural.

O Centro de Convivência Madre Regina é uma entidade filantrópica gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina situada na região norte da cidade de Fortaleza – Ceará que acolhe atualmente 37 pessoas vivendo com HIV/AIDS, provenientes de todo o Estado do Ceará como também de outros estados, oferecendo serviços de assistência social, terapia ocupacional, pedagógica, nutricional e espiritual. A instituição atende diariamente de segunda a sexta-feira em período integral (das 07h às 17h). Esta opção de atendimento deve-se em decorrência do conhecimento da situação social, financeira, cultural e familiar, onde detectamos a condição de vulnerabilidade e de suas tentativas de reestruturação de vida. O Centro de Convivência realiza um trabalho inovador no Estado do Ceará. A equipe de colaboradores junto às irmãs atua ministrando oficinas terapêuticas, trabalhos de grupo, atendimento individual, atividades manuais, cursos de capacitação, oficinas de espiritualidade, oficinas temáticas, oficinas de relaxamento, exercícios físicos, curso de informática, momentos de lazer e outras atividades que visam favorecer um crescimento pessoal e uma convivência saudável, visando uma melhor qualidade de vida para todos os beneficiados pela a casa. Não podemos deixar de ressaltar que a nossa instituição tem grande credibilidade no Estado e estabelece boas parcerias tanto com Organizações Governamentais como Não Governamentais e atualmente faz parte da coordenação colegiada do Fórum do Movimento Social de Luta Contra a AIDS do Ceará, estando assim sempre presente em todos os eventos e mobilizações realizadas com a preocupação de manter-se atualizada na esfera de debate sobre HIV e suas implicações. Portanto abraçamos essa causa acreditando que ¨A VIDA É MAIS FORTE QUE A AIDS¨.

 

AUTORA:
Jacqueline Sampaio, do Centro de Convivência Madre Regina, entidade filantrópica gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina.

 

Como a escola pode ajudar a identificar os problemas de visão em crianças

Estima-se que uma em cada quatro crianças em idade escolar tem dificuldade de enxergar. E esses problemas são causados, principalmente, por distúrbios como miopia, astigmatismo e hipermetropia.

O Colégio Santa Catarina, de São Paulo, entidade gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina, contribuiu para a reportagem do Programa Hoje em Dia, da Rede Record, sobre problemas de visão nas crianças.

A orientadora Vivian, da instituição, explicou como os professores podem ajudar a identificar problemas de visão nas crianças o mais cedo possível. Segundo ela, o ato de deitar a cabeça ao copiar as tarefas e o forçar dos olhos para enxergar a lousa são os sinais mais manifestados pelas crianças.

Além das dicas da orientadora, o vídeo aborda, ainda, as possibilidades de tratamento para os problemas de visão e, de forma divertida, mostra de que maneira as crianças convivem com os distúrbios oculares no dia-a-dia sem grandes problemas.

Confira:

Casa de Saúde São José lança revista Saúde em Alta, voltada para médicos e pacientes

Com uma nova estratégia de divulgação, a Casa de Saúde São José – gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina, lançou, no dia 20 de outubro, a revista “Saúde em Alta”, destinada a pacientes, médicos e fornecedores.

O novo veículo destacará, a cada três meses, os investimentos em novas tecnologias, infraestrutura, projetos sociais, eventos promovidos pela instituição, além de dicas de cuidados com a saúde.

“A ‘Saúde em Alta’ ratifica nosso compromisso de fazer da São José a primeira opção em saúde dos cariocas, médicos ou pacientes, proporcionando segurança, qualidade e eficiência”, conta o diretor-executivo da CSSJ, André Gall.

Abaixo, a capa da primeira edição:

Saúde em Alta - Edição 01 (capa)

 

Musicoterapia: uma alternativa terapêutica

No dia 15 de setembro foi comemorado o Dia do Musicoterapeuta. A Musicoterapia é a utilização da música e de seus elementos (ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta para um cliente ou grupo, a fim de promover a comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes. A musicoterapia busca desenvolver potenciais do indivíduo para que ele alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento.

Há quase 1 ano, a musicoterapia é aplicada nos residentes e clientes do Residencial Santa Catarina, entidade gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina, e se tornou uma das atividades mais frequentadas e preferidas.

Ao som de músicas antigas, marchinhas carnavalescas e outras canções, todos cantam em uma só voz, fazendo relembrar os bons momentos do passado e trazendo para o presente a alegria da amizade e da convivência em grupo.

Em datas comemorativas, todos se apresentam no coral coordenado pela musicoterapeuta Carolina e mostram a todos os benefícios para a saúde e relacionamento pessoal que a música traz para nossas vidas.

O que você acha sobre o uso da música para fins terapêuticos?

10 de Setembro – Dia Mundial da Prevenção de Suicídio

 

(….) não se pode esquecer que o suicídio não é nada mais que uma saída, uma ação, um término de conflitos psíquicos”. Freud (1910)

Dia 10 de setembro é o dia mundial da prevenção do suicídio, um drama humano que atrai questões complexas, tendo já sido abordado exaustivamente pela sociologia, filosofia, teologia, psicologia e medicina.

A grande abrangência do assunto acontece porque o suicídio é um drama não apenas pessoal, mas se configura como uma delicada relação entre fatores pessoais (emocionais e biológicos), momento histórico, contexto político e social. São vários os exemplos de como, ao longo da história, o suicídio apresentou diferentes contornos, tendo sido visto como um ato de honra, como na era dos samurais japoneses, passando pelas missões militares suicidas da antiga Alemanha nazista e União Soviética. Também pode ser tido como uma forma de protesto capaz de levar à morte, havendo diversos exemplos de auto-imolação, como a greve de fome, que culminou com a morte de dez pessoas em 1981, durante o Conflito na Irlanda do Norte, e tendo como exemplo mais recente, a greve de fome do líder indiano Anna Hazare, que apenas se encerrou quando seu país concedeu a apelos contra a corrupção na política.

Apesar de assumir tantas diferentes formas, o suicídio do qual estamos tratando neste dia 10 de setembro, é aquele em que o sujeito encontra uma forma de dar ao corpo uma morte que já ocorreu na psique, o que faz com que nesta data pensemos em um alerta para a saúde pública sobre como tratar da prevenção do suicídio.

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, em termos globais, a mortalidade por suicídio aumentou 60% nos últimos 45 anos, representando nas estatísticas de 2003, uma morte a cada 40 segundos. Os números ficam ainda mais alarmantes quando revelam que o suicídio é a primeira causa de morte por violência no mundo, ficando à frente dos homicídios, acidentes de trânsito e conflitos armados.

Além do comportamento suicida per se, devemos lembrar-nos daqueles que estão próximos a um indivíduo que apresente tal comportamento. Segundo a OMS, para cada suicídio há, em média, cinco ou seis pessoas próximas ao falecido que sofrem consequências emocionais, sociais e econômicas.

O Brasil vem acompanhando as tendências mundiais de aumento na taxa de suicídio, que já ocupa o terceiro lugar entre as causas de morte não naturais, atrás da mortalidade por acidentes de trânsito e homicídio. Um estudo de José Manoel Bertolote, brasileiro que já integrou o Departamento de Saúde Mental na OMS, e colaboradores , a taxa de suicídio no país cresceu 21% no período de 1980 e 2000. Chama a atenção que a população jovem é a que apresentou o maior crescimento: o grupo de 15 a 24 anos apresenta mortalidade dez vezes maior no período.

O que fazer para prevenir o suicídio?

Antes de tudo, devemos compreender que apesar do suicídio não ser necessariamente a expressão de uma doença, os transtornos mentais, especialmente a depressão, esquizofrenia e dependência de álcool, representam atualmente os maiores fatores de risco para suicídio. O tratamento de sobreviventes de tentativas de suicídio mostra que a maioria destas pessoas não desejava de fato morrer, porém não conseguiam vislumbrar uma situação melhor diante da dor psíquica.

Certamente muitas pessoas poderiam ter sido ajudadas antes de chegarem a suicidarem-se caso pessoas próximas, como amigos e familiares, fossem capazes de discernir situações de risco. Cabe aos equipamentos públicos de saúde promover debates na sociedade que visam a informar e sensibilizar as pessoas de que o suicídio é um problema de saúde que pode ser prevenido quando corretamente abordado e encaminhado. Entretanto, o tema ainda tem uma aura de tabu, e mesmo a imprensa tem algumas restrições em publicar sobre o suicídio, contribuindo também para que o assunto não circule na sociedade. A ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria publicou em 2009 um manual à imprensa sobre como abordar o assunto de maneira apropriada e responsável, o que significa um importante avanço para trazer o assunto aos veículos de comunicação de modo que possa auxiliar na prevenção, mesmo que de maneira indireta.

A população geral, entretanto, não é o único grupo que necessita de maior esclarecimento sobre os fatores de risco e manejo do suicídio. Os profissionais de saúde, especialmente aqueles que trabalham na atenção primária, também deveriam se beneficiar de maiores informações sobre a avaliação dos riscos e manejo do comportamento suicida. Segundo a OMS, é sugerido que entre 40 e 60% das pessoas que cometeram o suicídio consultaram um médico no mês anterior ao suicídio.

A experiência em saúde mental nos mostra que todas as ameaças de suicídio devem ser levadas em consideração, sendo um indicativo de que aquela pessoa está sofrendo e trazendo um pedido de ajuda. Deve-se alertar para a demonstração de sentimentos de desamparo, desesperança e desespero – os três D da prevenção ao suicídio. O profissional de saúde treinado pode trabalhar adequadamente o sentimento de ambivalência entre viver e morrer da pessoa suicida antes que esta, não encontrando qualquer apoio, tome a decisão de suicidar-se.

 

Para saber mais:

Cartilhas educativas da OMS:
http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/country_reports/en/index.html
http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicideprev_gp_port.pdf
http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicideprev_phc_port.pdf

Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio:
http://www.iasp.info

 

AUTOR:

Daniella Valverde, psicóloga da unidade de internação do PAI-ZN, organização social de saúde gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina.

Saiba o que é epilepsia, entenda seu sintomas e aprenda a agir perante as crises

As crises epilépticas são causadas por uma descarga anormal de um grupo de células do córtex cerebral, denominadas neurônios. As crises podem ter as mais variadas causas, como  febre,  traumatismo craniano, alterações metabólicas, uso ou abstinência de álcool e outras drogas. Além disso, as crises epilépticas podem ou não ter manifestação motora (as crises motoras são conhecidas como crises convulsivas), ou seja, nem sempre uma crise epilética é uma crise convulsiva. Algumas manifestações de crise epiléptica são perda de consciência, sensação de formigamento, movimentos anormais, distorções de sentidos (visão, olfato, gustação). O motivo de haver diferentes manifestações é porque a atividade anormal dos neurônios pode ocorrer em diversas regiões do cérebro, cada qual gerando uma sintomatologia específica.

É importante salientar que apresentar uma crise epiléptica isolada não significa necessariamente ter epilepsia, pois como já mencionado, as crises podem ser causadas por diversos fatores. Considera-se que um indivíduo apresente epilepsia quando este apresenta crises recorrentes ao longo da vida, sendo que estas crises ocorrem espontaneamente, ou seja, sem um fator causal associado, como os mencionados acima. Como proposto pela Liga Internacional Contra a Epilepsia em 2005, a epilepsia é definida como uma doença cerebral caracterizada por uma predisposição duradoura de gerar crises epilépticas (recorrentes) e pelas conseqüências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais decorrentes desta condição.

O Diagnóstico

O diagnóstico de epilepsia é feito através da história clínica, em que as características das crises devem ser relatadas ao médico, que poderá então fazer o diagnóstico e caracterizar o tipo de epilepsia. O exame mais comum para avaliação de epilepsia é o eletroencefalograma (EEG), havendo também a possibilidade de serem realizados outros exames, como TC de crânio, a depender da avaliação médica. O tratamento da epilepsia é  individualizado para cada paciente. Atualmente no mercado há diversas medicações para epilepsia, cada uma mais adequada para cada forma de apresentação das crises.

Desmistificando mitos

Sempre que se fala sobre epilepsia, é importante ressaltar e desmitificar algumas questões: a epilepsia não é contagiosa, não é hereditária e nem é causada por problemas espirituais. Além disso, a epilepsia não é doença mental, e sim uma doença neurológica, e as medicações para tratamento da epilepsia não são as mesmas usadas em pacientes com doenças psiquiátricas, ou seja é uma afecção cujo tratamento e seguimento devem ser realizados por um médico neurologista.

Como agir perante as crises

Estima-se que na população brasileira haja uma prevalência de 5 casos por 1000 indivíduos e a incidência seja de 50 casos novos por ano para uma população de 100.000 indivíduos. A maior parte dos pacientes consegue um bom controle das crises,  muitas vezes permanecendo por anos assintomática.

Durante as crises, deve-se manter a calma, proteger o indivíduo que esteja em crise, deixando-o de lado e protegendo a cabeça contra traumas. Não se deve puxar a língua ou tentar restringir  os movimentos, também não se deve oferecer nada para beber ou comer. A crise geralmente cede de forma espontânea após segundos ou minutos, e o indivíduo pode apresentar um período de confusão mental logo após as crises.

Convivendo com a epilepsia

O indivíduo com epilepsia pode ter uma vida normal, devendo ser encorajado a participar das atividades escolares e posteriormente, podendo trabalhar em grande parte das ocupações. Além disso, como regra geral, a prática de esporte não é contra-indicada aos pacientes epilépticos. Esta inclusão social dos pacientes é muito importante, evitando assim o isolamento e o preconceito que muitas vezes sofrem estes pacientes.

 

AUTOR:

Dr. André Cúrcio, médico do PAI ZN, organização social de saúde administrada pela Associação Congregação de Santa Catarina.

Vida Saudável: Dicas de como emagrecer com saúde

A Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) possui um programa de qualidade de vida para os seus colaboradores e dependentes que possuem os planos Bradesco Saúde ou Golden Cross, estimulando assim o emagrecimento.  A preocupação com hábitos saudáveis de seus colaboradores é uma constante para a entidade.

Confira abaixo a história de vida de uma colaboradora da ACSC que perdeu 15 quilos em 1 ano.

Entenda a origem e saiba como tratar a acne

A acne, diferentemente do que muitas pessoas imaginam, não é uma ocorrência normal da fase da adolescência, e sim uma doença de pele que pode afetar inclusive pessoas em idade adulta.

Formas de manifestação

A acne é uma doença que costuma se manifestar nas áreas de pele mais oleosas (conhecida zona T da face), assim como na região torácica. Pode apresentar desde formas mais leves, como os comedos (conhecidos popularmente como cravos ), até formas intermediárias com lesões chamadas de pápulas e pústulas (são as famosas espinhas, pequenas bolinhas inflamadas, algumas com pus no seu interior) e formas mais graves como nódulos e cistos ( lesões maiores, que podem chegar a mais de 1 centímetro de tamanho e normalmente dolorosas). Além das lesões ativas de acne, o paciente pode apresentar sequelas comuns como manchas e cicatrizes que surgem do processo inflamatório no local da lesão.

Causas

Uma das causas para seu aparecimento é a presença dos hormônios sexuais, muito exuberantes na fase da adolescência, também presentes em distúrbios hormonais femininos em mulheres adultas. Esses hormônios aumentam a produção de oleosidade (sebo) na face e tronco, o que acaba obstruindo os poros e também podem deixar a pele mais áspera. Além da obstrução, a presença de bactérias na pele aumenta a chance de infecção local. O estresse em muitos casos também pode favorecer o aparecimento de lesões.

Tratamento

Para todas as formas de acne, assim como suas complicações, existem formas de tratamento direcionadas. Sempre é recomendável o acompanhamento com médico dermatologista, tanto para o diagnóstico correto (algumas vezes o paciente julga que tenha acne, mas apresenta outro tipo de doença, que necessita de outras modalidades de terapia), como para o manejo adequado. Este inclui tanto medicamentos locais, chamados de tópicos, como sabonetes, tônicos e géis; como sistêmicos (ingeridos por boca, como antibióticos específicos e retinóides). A terapia da acne tem como objetivo o controle das lesões, melhorando as já existentes e evitando aparecimento de novas espinhas. Dependendo da causa da doença, seu uso deve ser prolongado e para que os resultados obtidos sejam duradouros uma manutenção de longo prazo deve ser realizada. Em alguns casos podem ser recomendados procedimentos como limpeza de pele ( realizada por esteticistas)  ou mesmo peelings químicos como auxiliares no tratamento. Estes últimos só devem ser realizados por médicos dermatologistas. O tratamento de cicatrizes ou manchas residuais deve ser instituído assim que o quadro ativo for controlado.

Para que os objetivos sejam atingidos são necessários tempo, paciência e dedicação às orientações médicas.  Soluções milagrosas não existem.

O que evitar?

Há também o que deve ser evitado. Não é recomendável traumatizar (“cutucar”)  as lesões, isso apenas prolonga seu tempo de permanência na pele, aumentando a chance de formação de cicatrizes e manchas mais difíceis de serem removidas. Também não é recomendável a automedicação ou mesmo uso indiscriminado de produtos caseiros, uma vez que os todos os produtos contém princípios ativos com potencial de efeitos colaterais.

A lavagem excessiva das áreas atingidas também pode aumentar a oleosidade local ao longo do tempo. O uso de hidratantes em creme ou produtos oleosos na face, assim como maquiagem também podem causar espinhas. É muito comum, especialmente entre as mulheres, o uso de corretivos ou base para cobrir espinhas, no entanto isso costuma causar maior obstrução dos poros e consequentemente mais acne, gerando um ciclo vicioso. Alguns medicamentos, inclusive determinadas vitaminas, podem deixar a pele inflamada.

Mitos

Também não podemos deixar de citar alguns dos mitos em relação à acne, como atribuir à alimentação toda a razão do aparecimento de espinhas ou considerar que se trata de uma doença tida por alguns como “interna”. A verdade é que não há comprovação científica clara que determinados alimentos com certeza geral acne e esta na grande maioria dos casos é uma doença que só afeta a pele, não sendo necessário nenhum exame adicional para o diagnóstico. Na suspeita de causas orgânicas para seu surgimento, como no caso de mulheres adultas, a investigação deve ser conduzida por médico dermatologista ou mesmo ginecologista ou endocrinologista.

Em suma, na ocorrência de acne, seja adolescente ou adulto, procure um médico dermatologista para um acompanhamento adequado, o que garantirá uma pele mais bonita e saudável.

Autora: Dra. Érica Prearo é Médica Dermatologista, responsável pelo  Serviço de Dermatologia do AME Jardim dos Prados, gerido pela Associação Congregação de Santa Catarina.

 

Como cuidar do idoso portador da Doença de Alzheimer?

O cuidado foi e sempre será essencial ao ser humano, independente da fase da vida em que você está. Como profissional de Enfermagem especializada em Gerontologia, a minha experiência no Lar Madre Regina com os idosos portadores de Alzheimer me mostra que lidar com essas pessoas é um processo longo e diferente em cada fase da doença.

Mais do que o esquecimento característico da doença, a confirmação do diagnóstico de Alzheimer nos dá duas certezas absolutas: a progressão comportamental e dependência nas Atividades de Vida Diária (AVDS). Por isso, é importante preparar as famílias e toda a equipe do cuidado para estes sintomas. Assim, os líderes são capazes de fazer do cuidado um ato benéfico, respeitando a dignidade bio-psico-social do idoso , cuidando com fé, paciência e amor.

O profissional que cuida de um paciente portador da doença progressiva DA deve prevenir e realizar um acompanhamento contínuo do idoso e dos seus cuidadores, com o intuito de prepará-los para as alterações na vida de ambos (cuidador X idoso) advindas da doença de Alzheimer. Esta preparação poupa estresse e nos permite ser fidedignos com a profissão escolhida.

De acordo com Eliane Brandão Vieira, autora do livro Manual de gerontologia, “mesmo que se torne prazeroso o ato de cuidar, a situação gera ansiedade e angústia, pois coloca em segundo plano os interesses e necessidades de quem cuida, o que compromete a qualidade do cuidado oferecido”.  (Vieira, 1996)

Além disso, existe outro fator: “o ser humano necessita de reconhecimento e um paciente de DA dificilmente conseguirá reconhecer ou retribuir o que é feito por ele. Isso é muito desgastante”.  Esta é a consideração de Matheus Papaléo Netto, em sua obra Gerontologia.

Conclusão:

O cuidado na minha experiência é simplesmente dar-se a oportunidade de nos sensibilizarmos com o processo de transição da doença, e saber que fomos escolhidos para vivenciar esse momento de apoio e respeito ao idoso doente, acompanhando toda sua evolução com dignidade e amor. E, como líder, ser capaz de gerar uma harmonia com toda equipe, valorizando cada cuidador que acompanha essa transição, pois são profissionais essenciais para um trabalho de qualidade e humanização.

 

AUTORA:

Telma Carvalho de Santana (Enfermeira em Gerontologia, que trabalha no Lar Madre Regina, entidade gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina).

Envelhecimento ativo – uma proposta de saúde

Na sociedade contemporânea enfrentamos o grande desafio do envelhecimento populacional, ocasionado também pela diminuição dos índices de natalidade e o considerável aumento da expectativa de vida.

É consenso admitirmos que o progresso da medicina, a melhora higiênica e o desenvolvimento acelerado da tecnologia, corroboraram direta e positivamente para esse singular marco da humanidade.1

No Brasil, segundo dados do IBGE (2010), em 1991 a população com 65 anos ou mais compunha 4,8% da população geral, passando a 5,9% no ano de 2000 e aumentando para 7,4% em 2010. Neste contexto, a expectativa de vida no Brasil atualmente é estimada em 73 anos de idade, pesquisas estimam para 2050, um valor cronológico de 80 anos.

Diante deste novo paradigma do envelhecer, consideramos a relevância no surgimento de políticas públicas que oportunizem aos idosos a prática de uma postura ativa nas esferas políticas, sociais, familiares, econômicas, religiosas, emocionais e físicas, fatores que se inter relacionam entre si, contribuindo com um envelhecimento bem sucedido.

Neste sentido o Centro de Referência do Idoso da Zona Norte de São Paulo (CRI Norte), serviço da Associação Congregação de Santa Catarina em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, promove atendimento com especialidades médicas, assistenciais e ambulatoriais ao idoso.

O centro de convivência é um dos setores do CRI Norte que tem por objetivo promover a prática do envelhecimento ativo, conceito proposto pela Organização Mundial da Saúde (2005), no qual fundamenta sua diversidade de atividades propostas para otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, que segundo o programa da OMS, são pilares fundamentais para o estímulo da autonomia e independência do idoso.

Entre as atividades educacionais, culturais, artesanais e de geração de renda propostas pelo centro de convivência; podemos destacar o exercício físico, que possibilita à saúde física e mental do idoso. Oferecendo diretamente aos idosos a possibilidade de gerenciar as suas próprias escolhas, com maior ou menor grau de dependência da sociedade, instituições e familiares.

O centro de convivência utiliza também os execícios físicos, em suas diferentes modalidades, para estimular a socialização e o protagonismo. Esta mesma conduta prática é proposta no setor da reabilitação física, promovendo uma melhora física e estimulando a participação dos usuários nas demais atividades propostas pelo serviço.

Neste sentido, esperamos contribuir positivamente para oferecer aos idosos em nossa instituição um serviço de excelência, convergente ao envelhecimento bem sucedido.

 

AUTORES:

Diego Miguel (Artista Plástico, especialista em Linguagens da Arte CEUMA/ USP, coordenador do Centro de Convivência do CRI Norte)

Silvio Lopes Alabarse (Educador Físico, especialista em fisiologia do exercício, mestre e doutorando em ciências da saúde pela Unifesp, educador físico da reabilitação do CRI Norte.)

 

REFERÊNCIAS:

1- Faro A C M, Gusmão J L, Leite R C B, Mendes M R S S B. A Situação Social do Idoso no Brasil: Uma Breve Consideração. Ann Acta Paul Enferm 2055 Fevereiro; 18(4): 422-6

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde. Envelhecimento Ativo: Uma política de saúde. Brasília, 2005.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Sinopse do Censo Demográfico 2010. Rio de Janiero, 2011.

Profissionais do Amparo Maternal discutem a real importância da amamentação

Como hoje, 1º de agosto, é o Dia Mundial da Amamentação, vamos dividir com você o que vivenciamos em nossa prática diária na assistência às mães que acabaram de dar à luz no Amparo Maternal, maternidade pública de São Paulo, administrada pela Associação Congregação de Santa Catarina.

No dia a dia, percebemos a grande necessidade de uma orientação maior e mais consistente quanto ao aleitamento materno ainda durante o pré-natal.

Segundo o ministério da Saúde, estudos mostram que a maioria dos bebês que são apenas amamentados nos primeiros seis meses cresce bem e são saudáveis. Os profissionais de saúde podem ajudar as mães a compreender a importância de amamentar exclusivamente seus bebês nestes primeiros meses de vida.

O colostro e o leite materno são adaptados à idade gestacional e o leite muda mês a mês, dia a dia, de mamada a mamada para satisfazer cada necessidade específica do bebê. Acrescentar qualquer outro alimento, inclusive água, aumenta os riscos e diminui os benefícios.

Portanto, não existe leite materno fraco, o teor de proteínas é perfeito para o crescimento e desenvolvimento cerebral do bebê. As gorduras são sua fonte principal de energia (calorias). Sua absorção no organismo é muito superior a de qualquer outro leite, seja de vaca ou fórmula, fazendo com que os nutrientes sejam melhor aproveitados.

Quando os bebês recebem a  amamentação como única fonte de alimentação, todos os benefícios são usufruídos ao máximo. De um modo geral, a taxa de doenças que exigem cuidados médicos é mais baixa entre bebês amamentados exclusivamente. O aleitamento materno exclusivo oferece a melhor nutrição e crescimento ao bebê, continuando a promover seu crescimento após a introdução de outros alimentos a partir dos seis meses.

Entre os inúmeros benefícios do aleitamento materno exclusivo comprovados cientificamente podemos citar:

  • Prevenção contra infecções
  • Proteção contra alergias
  • Menor risco de incidência da morte súbita do recém nascido no berço;
  • Menor risco de diabetes, câncer e infecções nos ouvidos na infância;
  • Melhor resposta a vacinações e capacidade de combater doenças mais rapidamente;
  • Menos problemas ortodônticos e dentais (ausência de problemas dentários associados ao uso da mamadeira);
  • Melhor desenvolvimento psicomotor, emocional e social;
  • Associação com um coeficiente de inteligência mais elevado.

Todos estes fatores já são mais do que suficientes para a adoção rotineira por todas as instituições de saúde que tem como foco de atuação a atenção à saúde materno infantil da promoção da prática de incentivo ao aleitamento materno. Mas também existem benefícios para a mãe, como:

  • O índice de depressão pós parto é reduzido;
  • A carga de trabalho com a preparação da alimentação do bebê é reduzida;
  • A recuperação física no pós parto é mais rápida;
  • A ligação afetiva é estimulada, resultando em menos abuso e negligência de crianças;
  • O leite não estraga e não há preocupação com a falta de estoques.

Para nós, que trabalhamos no Amparo Maternal, a amamentação é o alicerce do ser que acaba de chegar, é a base da sua estrutura emocional, psicológica e motora. Cada vez que o bebê chora e a mãe traz ao peito é como colocar um “tijolinho” de amor, segurança, tranquilidade, é nutri-lo de todas as formas, de maneira plena e satisfatória.

O leite da mãe é a seiva divina que jorra do seu peito e chega ao bebê como a mais pura manifestação de amor. É a comunhão de duas almas que se encontram, se fortalecem, se alimentam e se ligam para sempre!

A promoção e apoio às práticas de aleitamento materno no Amparo Maternal acontecem por meio da dedicação e acompanhamento das equipes multiprofissionais em busca do aumento da prevalência do aleitamento natural, adequando nossos profissionais com treinamentos para o efetivo incentivo ao aleitamento.

 

Autoras: Albermari Sobreira (Doula), Francisca  C.M. Morais  (Enfermeira Neonatologia), Paula Martins Novaes (Enfermeira Educação Permanente), Renata Carolina Garcia Lamano ( Neonatologista) e  Sueli Matsuda (Gerente Assistencial). Todas as profissionais compõem a equipe do Amparo Maternal, maternidade gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina.

 

Casa de Saúde de São José tem programa para divulgar valores

A Casa de Saúde de São José (CSSJ), do Rio de Janeiro, que faz parte da Associação Congregação de Santa Catarina, trabalha baseada em 8 valores, herdados da ACSC: Responsabilidade, Inovação, Espiritualidade, Carisma, Tradição, Humanização, Qualidade e Ética. Considerando que são muitos valores e cada um deles possui um desdobramento no cotidiano dos colaboradores, a instituição criou uma mândala de valores, que fica exposta tanto para os colaboradores quanto para os clientes nos corredores, mouse pads, comunicações internas, etc. Além da exposição, as pessoas podem pegar mensagens que estão atreladas aos valores e carregar consigo.

O objetivo é criar um ambiente envolvido pelos valores da associação. Segundo André Gall, diretor da CSSJ, os valores são explorados e traduzidos para a realidade dos colaboradores, seja através de decisões, treinamento, mural, jornal, etc. “Os valores sempre são levados em consideração quando tomamos decisões, participamos de discussões, análises e no dia a dia da casa”, conta.

De acordo com Gall, o trabalho realizado com os valores faz com a atitude dos profissionais que atuam na CSSJ seja alinhada a tradição da casa e gera um maior comprometimento. “Conseguimos fazer com o colaborador compreenda e vivencie os valores, passando a ter o sentimento de pertencer ao grupo, o que é muito mais abrangente e produtivo”, reforça.

Os valores não são percebidos apenas pelos colaboradores. Recentemente, a instituição conquistou a Acreditação Internacional Canadense e a própria auditora do Canadá, que avaliou o CSSJ reforçou que os valores são realmente observados na prática.

Preparado para atuar em 24 especialidades médicas, a Casa de Saúde de São José é referência em serviços de emergência cardiológica e ortopédica, além de serviços diagnósticos e de apoio ao tratamento. Com um Centro de Terapia Intensiva mais moderno do país nas especialidades neurológica, geral, coronariana e neonatal, a instituição conta com 22 salas cirúrgicas e capacidade para 2.500 procedimentos cirúrgicos ao mês.

Amparo Maternal é reconhecido como a maior maternidade de assistência no país

O Amparo Maternal foi fundado em 1939, por um grupo de pessoas lideradas pela franciscana Madre Marie Domineuc, o médico e professor Dr. Álvaro Guimarães Filho e o Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Alfonseca e Silva. Com o objetivo de abrigar  gestantes que não tinham um local digno para dar à luz, a insituição recebe gestantes das mais variadas origens. Atualmente, a instituição tem uma  estrutura de 118 leitos: 85 leitos são de Clínica Obstetrícia, 25 leitos de berçário e 8 leitos de UTI Neonatal.

O atendimento é completo, oferecendo assistência pré-natal, parto e puerpério, berçário, atendimento de emergência e gestante, retorno pediátrico neonatal para os recém-nascidos de alto risco, serviço de fisioterapia neonatal, laboratório de análises clínicas, cartório para registro de recém-nascido no local, teste do pezinho, teste do reflexo vermelho (teste do olhinho), triagem auditiva neonatal, medicina diagnóstica nas áreas de medicina interna, obstetrícia, medicina fetal, e assistência social.

O Amparo Maternal executa um trabalho exclusivo no Sistema Único de Saúde – SUS, maior sistema público de saúde do mundo, com mais de 300 colaboradores e 100 voluntários, realizando mais de oito mil partos por ano.

Organização Social de Saúde

A Associação Congregação de Santa Catarina assumiu, em 2008, a gestão do Amparo Maternal. A nova administração trouxe seus valores de amor à vida, ética, inovação, espiritualidade e qualidade administrativa para a maternidade. O resultado foi a regularização das finanças, redução para zero o número de mortes por infecção hospitalar e diminuição, de 10% para 0,5%, da incidência de casos de sequelas cerebrais no nascimento.

Internamente, a Associação Congregação de Santa Catarina vem desenvolvendo novos projetos sociais, trazendo modernização e formação profissional. Exemplos concretos das iniciativas são a implantação do Serviço de Atendimento ao Usuário e a aquisição de novos equipamentos e materiais de alta qualidade.A valorização do ser humano desde o momento do nascimento está presente em todas as ações dos profissionais e voluntários da Associação Congregação de Santa Catarina.

Alojamento Social

O Amparo possui um Alojamento Social que abriga gestantes que necessitam de acolhimento por motivos sociais. No local, elas recebem atendimento médico, psicológico e assistência social. Após o parto, seus bebês recebem cuidados de toda a equipe de profissionais e voluntárias do Amparo.

Enquanto alojadas, as mães também têm a oportunidade de participar de oficinas como informática, música, ginástica, costura, culinária, artesanato, entre outras.

O alojamento tem capacidade para 100 vagas, entre gestantes , mães e bebês. O período de permanência no local é, em média, de 02 a 03 meses.

Nossa Senhora da Conceição cria área de gestão de pessoas

Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição (HCNSC), de Três Rios, implantou  a área de Gestão de Pessoas (GP), em abril de 2010. O novo setor, que já era um antigo desejo da atual administração, já está apresentando  resultados positivos.

Uma das primeiras realizações da GP foi a Reintegração 2010. Através desta iniciativa, os colaboradores do HC conheceram um pouco mais sobre a história do Hospital e da ACSC. Neste evento, 90% dos colaboradores estiveram presentes.

Além disso, a nova área também realizou a Pesquisa de Clima Organizacional (PCO), que contou com 89% de participação dos colaboradores, em outubro do ano passado. A PCO foi uma ferramenta fundamental para identificar os anseios dos colaboradores e seu resultado mostrou um diagnóstico fiel das necessidades da Casa e do público interno. Com as informações obtidas através da Pesquisa, a GP deu início aos planos de ação que visam contemplar todos os pontos abordados para curto, médio e longo prazo.

Nesses quase 10 meses de trabalho, o setor organizou várias palestras e treinamentos para os colaboradores. Os temas são sempre de interesse geral e voltados para públicos específicos, como o grupo de PCD’s do HC e o grupo de menores aprendizes do instituição.

No fim de 2010, foi desenvolvido o projeto de avaliação MBTI, que visa identificar as competências e características pessoais dos líderes do Hospital. Ao todo, 41 lideranças participaram do projeto que foi desenvolvido em parceria com a Casa de Saúde São José, do Rio de Janeiro.

O ano de 2011 também começou com muitas novidades. A GP deu início ao projeto aniversariantes do mês. Trata-se de uma festa mensal, organizada pelos próprios colaboradores para comemorar o aniversário. Toda última sexta-feira de cada mês um grupo de colaboradores organizados previamente pela GP recebe um orçamento para organizar a festa e, no final do ano, o grupo que fizer a melhor ganhará uma festa extra como sinal de reconhecimento pelo trabalho realizado. Outra novidade implementada é o projeto “Amigos da Balança”. Através dele, os colaboradores com sobrepeso estão recebendo orientação nutricional, tendo acesso a diversos tipos de atividades físicas (como desconto em academia disponibilizado por convênio firmado entre as empresas e o HC), palestras e contando com a ajuda do setor de nutrição, que prepara opções saudáveis para os participantes do projeto.

Em 2011 a grade de treinamentos já está pronta e engloba treinamentos técnicos, comportamentais e de lideranças.

 

HTODL realiza grande número de cirurgias de alta complexidade

O Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL) tem desempenhado importante papel ao atender a alta demanda das principais patologias eletivas de traumas ortopédicos do estado do Rio de Janeiro, como as de quadril, joelho, coluna e trauma ortopédico. Até a inauguração do Dona Lindu, em julho de 2010, essas patologias eram encaminhadas para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), que realizava as cirurgias em regime eletivo.

Com 67 leitos, sendo 60 para internação cirúrgica e sete para Centro de Tratamento Intensivo (CTI) pós-operatório, o HTODL é administrado pela Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) em regime de gestão compartilhada – como as OSSs no estado de São Paulo. O Dona Lindu atende somente o Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe pacientes de todo estado do Rio de Janeiro – com exceção da Capital e Região Metro 1.

O coordenador médico do Hospital, Dr. Marcos Correia, cita os principais números da produção cirúrgica. “Desde a inauguração já realizamos 1522 procedimentos cirúrgicos. Vale salientar, no entanto, nossa grande produção na área da alta complexidade: de novembro de 2010 a fevereiro de 2011 realizamos 438 procedimentos como Artroplastias totais de quadril (187); Artroplastias totais de joelho (97) e cirurgias de coluna (57)”.

Em função de tais números, o HTODL já desponta como segundo hospital que mais realiza cirurgias ortopédicas no estado do Rio de Janeiro, atrás apenas do próprio INTO. Segundo Artur Hummel, diretor executivo, os bons resultados são fruto do trabalho conjunto do corpo funcional. “Acreditamos que o comprometimento das equipes tem se traduzido em bons resultados. Temos colaboradores engajados nas diversas áreas que acolhem o paciente desde sua entrada no Hospital. São pessoas comprometidas com a qualidade, ética, humanização e profissionalismo”, comenta.

A fala do diretor é reforçada pelo depoimento da paciente Clarinda Mattos Ramos, 61 anos, vítima da tragédia das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, moradora do município de Sumidouro, que passou por diversas cirurgias no HTODL. “Sofri um acidente nas enchentes e fui levada para o hospital em sumidouro e depois trazida para o HTO. Agradeço muito a Deus por ter sido encaminhada para cá, pois este hospital e os profissionais que aqui trabalham foram fundamentais para minha recuperação”, conta Dona Clarinda, que teve alta hospitalar no dia 18 de março.

Segundo a diretoria executiva do HTODL, encontra-se em negociação com o Estado a ampliação do número de atendimentos. “Pretendemos ampliar o número de atendimentos com o objetivo de suprimir essa demanda reprimida e diminuir ao máximo possível a fila de espera por cirurgias ortopédicas no estado do Rio de Janeiro”, conclui Hummel.