Os três mitos da osteoporose

A osteoporose é uma doença que afeta o metabolismo ósseo, deixando-o mais frágil, “poroso” e com risco a fraturas. Os principais fatores que causam a doença são idade, ingestão de cálcio, sexo (relação hormonal) como as mulheres na menopausa, uso crônico de medicamentos, estilo de vida (tabagismo, sedentarismo) e algumas doenças que podem estar relacionadas ao metabolismo do cálcio no organismo (doença de Chron e doenças paraneoplásicas).

De acordo com o fisiatra do CRI Norte, Midory Namihira, a prevenção pode ser feita com a adoção de uma série de medidas, como praticar exercícios físicos desde caminhada até exercícios de musculação (sempre com orientação médica ou de profissional da área da saúde), manter a alimentação adequada, não fumar, evitar excesso de álcool e não abusar do consumo de café e sal. “O consumo de alguns alimentos e bebidas favorecem o desenvolvimento da osteoporose, como café, chás escuros e bebidas alcóolicas”, conta.

Entretanto, existem alguns mitos acerca desta doença, que alguns profissionais do CRI Norte, gerido pela ACSC, irão desmistificar:

1. “A osteoporose só acomete idosos” – A osteoporose pode estar presente em algumas doenças que afetam o metabolismo do cálcio, independente de idade. “Apesar de apresentar baixa incidência em crianças e adolescentes estas faixas etárias também podem apresentar osteoporose”, reforça Gustavo Furuta, fisioterapeuta do CRI Norte.

2. “Bebo muito leite, portanto não terei osteoporose– O cálcio, presente no leite, é um dos principais componentes da estrutura óssea, mas não é o único nutriente importante para a formação do osso. “Também não devemos nos esquecer de todos os demais fatores que influenciam a osteoporose como o fumo, álcool e a atividade física”, acrescenta Renata Luri Toma, fisioterapeuta do CRI Norte.

3. “A Osteoporose causa Dor” – A osteoporose é uma doença lenta, progressiva e sem sintomas. “A melhor forma para diagnosticá-la é o exame de  densitometria óssea”, esclarece Cristiane Crescente, fisioterapeuta do CRI Norte.

 

Combatendo o diabetes através da educação

Diabetes Mellitus é uma doença prevalente e de grande impacto na saúde e na qualidade de vida dos indivíduos. Além disso, seu tratamento e o tratamento de suas complicações são de elevado custo para a saúde pública. Por outro lado, sabe-se que quanto mais precocemente o tratamento for iniciado, e quanto maior a adesão do paciente às medidas terapêuticas instituídas, maiores serão as chances de se prevenir as complicações tão limitantes desta doença.

Neste contexto, a educação em diabetes é o primeiro passo para o bom controle metabólico, pois permite alertar em tempo hábil os portadores da doença quanto aos seus riscos, explica o porquê e como tratar, e estimula os pacientes a buscarem, juntamente com os profissionais, o equilíbrio de sua saúde, aumentando sobremaneira a adesão ao tratamento contínuo.

Outro ponto importante a ser ressaltado é que, mudança nos hábitos de vida e adesão à medicação de uso contínuo, por vezes injetável, como no caso dos insulino-dependentes, pode acarretar uma sobrecarga emocional muito pesada para ser carregada pelo paciente sozinho.

Assim, em meados de 2011, a Organização Social Santa Catarina instituiu juntamente com a Dra. Antonela Siqueira Catania, Endocrinologista formada pela Universidade Federal de São Paulo, os grupos psicoeducativos de educação em diabetes, acreditando no potencial de mudança e apoio contido nesta proposta.

Os grupos psicoeducativos são conduzidos por profissionais devidamente capacitados de diferentes formações, que passam seus conhecimentos para um grupo de pacientes que apresentam problemas de saúde e angústias em comum. São oito encontros realizados em intervalos semanais com o mesmo grupo de pessoas, permitindo assim a formação de uma rede de apoio entre eles e os profissionais. Um psicólogo está presente em todos os encontros para lidar com medos e preconceitos trazidos pela doença, e a cada sessão, um convidado diferente é chamado para passar conhecimentos teóricos necessários no manuseio da condição, entre eles um médico, enfermeiro, nutricionista e educador físico.

“Psicoeducação” é uma técnica grupal baseada em dinâmicas, bastante utilizada na sistematização de informações sobre sintomas, causas e consequências, tratamento e evolução de uma doença, com o objetivo de melhorar a compreensão dos indivíduos, diminuir a passividade e aumentar a iniciativa frente às dificuldades decorrentes da condição, facilitando a adesão ao tratamento e modificando comportamentos de auto-cuidado nas doenças crônicas como o diabetes.

Na prática, para implantar estes grupos, passamos inicialmente por uma fase de capacitação profissional. Nesta ocasião, Dra. Antonela ministrou um curso para profissionais de saúde da OSSC, no qual além dos conhecimentos teóricos passados, eles também foram incentivados a dedicar uma parcela do seu tempo corrido para tornar esta proposta uma realidade na micro-região de Cidade Ademar.

Posteriormente deu-se início à fase de captação dos pacientes em cada unidade. E desde então, a cada dois meses, nas UBS ligada à OSSC, 20 novos portadores de diabetes tipo 2 têm a chance de mudar o manuseio de sua doença crônica, sendo habilitados no auto-cuidado, trocando experiências com seus pares e com os profissionais para sanar dúvidas e lidar com angústias,  recebendo, através da educação, técnica de baixo custo e elevada eficiência, as chaves para uma vida mais saudável e feliz.

* Este artigo foi produzido pela Dra. Cristina Khawali, Diretoria Técnica – OS-Santa Catarina.

Lar Madre Regina tem inscrições abertas para II Encontro da Assistência Multiprofissional ao Idoso

O Lar Madre Regina está com as inscrições abertas até o dia 6 de novembro para o II Encontro da Assistência Multiprofissional ao Idoso. Trata-se de um curso que visa explorar estratégias multiprofissionais para o cuidado ao idoso institucionalizado.

A ideia é contribuir para a capacitação de Enfermeiros, Fisioterapeutas, Nutricionistas, Assistentes Sociais, Médicos e profissionais que atuam em Instituições de Longa Permanência para Idosos. As inscrições são gratuitas, basta levar um pacote de fraldas geriátricas no dia do evento.

Veja a programação do curso:

Arteterapia e Saúde: A convivência e os estímulos terapêuticos

Profa. Dra. Rita Ferreira – Médica Psiquiatra Coordenadora do Atendimento de Arteterapia do Programa de 3ª Idade do IPq HC FMUSP.

Consulta de enfermagem em gerontologia

Manoela Pires do Couto – Enfermeira Coordenadora de Enfermagem do Centro de Referência ao Idoso – Zona Norte/SP.

Perdas de memória no envelhecimento: Depressão x Demências

Dra. Celia Petrossi G. Garcia – médica especialista em psiquiatria geriátrica pela FMUSP, gerente médica do PAI-ZN.

Fisioterapia em ILPI

Renata Cereda Cordeiro – Fisioterapeuta especialista em Gerontologia pela SBGG, Mestre em Reabilitação pela Unifesp, Doutoranda em Saúde Coletiva pela Unifesp.

Serviço de Assistência Social em ILPI – Relato de experiência

Ana Rosa E. A. Ribeiro – Assistente Social do Lar Madre Regina, Especialista em Gerontologia UNIFESP e Conselheira da Assistência Social Municipal de Guarulhos.

Serviço de Nutrição em ILPI – Relato de experiência

Rosemeire da Cunha Campos – Nutricionista da Assoc. Congregação de Santa Catarina – Lar Madre Regina, especialista em gerontologia HCFM / USP.

Ética e Segurança do Idoso Institucionalizado

Monique Sobottka Cavenaghi – Enfermeira, Fiscal do COREN-SP, Especialista em Gerontologia pelo Instituto Israelita Albert Einstein.

Cuidando de quem cuida

Elaine Campos – Psicóloga do Grupo Vida Brasil.

Local: ACSC – Lar Madre Regina

Endereço: Rua Cabo João Teruel Fregoni, 115, Ponte Grande, Guarulhos/SP – Tel – 2422.0017
Data: 08 de Novembro de 2012
Horário: 13 às 17 horas
Inscrições: primeiroeami@gmail.com

Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu conclui outro mutirão de cirurgia

O Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL), em Paraíba do Sul, que é gerido pela ACSC, foi a unidade do Governo do Estado do Rio de Janeiro que participou do mutirão nacional de cirurgias ortopédicas, que tem o objetivo de reduzir as filas de espera por esse tipo de procedimento. No Dona Lindu, de 15 a 23 de setembro, mais de 100 pacientes foram submetidos a procedimentos de média e alta complexidades, em ombro, joelho, mão, coluna, pé e quadril.

Especialista em cirurgias ortopédicas de quadril, o secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes colocou inclusive a mão na massa e fez parte da equipe do hospital, na realização de cirurgias, a fim de mudar a vida dos pacientes que aguardam as intervenções.

A ação, que reflete o sucesso da primeira edição do mutirão do HTODL, realizada em julho deste ano, envolve o corpo clínico do hospital, formado por 88 médicos, e também os demais funcionários que atuam com protocolos de segurança. Segundo o gestor técnico da Secretaria de Estado de Saúde no HTODL, Isnar Castro, “o hospital está organizado para ampliar o atendimento cirúrgico, no período do mutirão, atendendo um maior número de pacientes que aguardam a cirurgia objetivando melhores condições de desempenhar suas atividades diárias”.

Tudo é feito, sem perder a qualidade. “Em todas as salas do Centro Cirúrgico do hospital estão afixadas placas com as listas de verificação dos procedimentos, para que a equipe realize todas as etapas com qualidade, evitando intercorrências “, contou o diretor executivo do HTODL, Artur Hummel.

Iniciativas como essa mostram que as Casas da ACSC estão sempre dispostas a contribuir para os planos nacionais/estaduais/municipais de melhoria da saúde.

 

Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

As empresas com mais de 100 empregados são obrigadas por lei a contratar pessoas com deficiência. Elas têm que cumprir uma cota de contratação de deficientes que varia de 2% a 5% do número total de funcionários. Este foi o mecanismo encontrado para garantir a inclusão deste perfil de profissional no mercado de trabalho, que é altamente competitivo.

Mais do que uma cota, o Hospital Santa Teresa, gerido pela ACSC, acredita que é preciso ofertar oportunidade de trabalho de forma igualitária, tanto para pessoas com, como sem deficiência. As pessoas devem ser contratadas pela sua capacidade de exercer função, a qual se candidatou e não pela sua condição física. O Hospital precisaria ter 29 funcionários com deficiência, mas contratou 43.

O RJ TV, da Rede Globo, fez uma matéria especial sobre o Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes onde aborda o assunto.

Hospital Estadual Central realiza campanha de sobrevivência a sepse grave

No último mês, o Hospital Estadual Central (HEC), gerido pela ACSC, realizou um curso para implantação do protocolo médico de sepse grave. O curso segue a linha da “Campanha de Sobrevivência a Sepse Grave”, desenvolvido internacionalmente e coordenado no Brasil pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS).

O curso teve como objetivo a diminuição da mortalidade por meio da aplicação do protocolo de Sepse, além da redução do tempo de internação do paciente e do custo hospitalar. O evento foi voltado às áreas assistenciais do Hospital, envolvendo médicos, enfermeiros, laboratório e farmacêuticos. Em uma pesquisa realizada pelo ILAS, 25% dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no país são ocupados por pacientes que apresentam esse quadro e, atualmente, é a principal causa de mortes na UTI.

A médica especialista em terapia intensiva, Eliana Caser, ressaltou que a identificação precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, o que é feito de forma mais eficaz com a aplicação do protocolo. “É importante tornar toda a equipe multiplicadora das boas práticas da assistência nesses casos, integrando médicos e enfermagem, e o bom uso do tempo para esse tratamento é imprescindível no resultado”, salientou.

O que é sepse?

Sepse é uma condição grave desencadeada por uma infecção na qual vários órgãos distantes do local infectado apresentam intensa atividade inflamatória. Nem todas as manifestações da sepse são respostas de defesa contra a infecção e se constituem em processos prejudiciais à recuperação. A sepse era chamada anteriormente de septicemia, toxemia ou infecção disseminada, termos abandonados por não definirem de forma correta o conceito. A Sepse grave se caracteriza pela disfunção de pelo menos um órgão do paciente.

 

Hospital Dona Lindu inicia programa de estágio para técnicos de enfermagem

A primeira turma de estagiários do Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL) é formada por alunos do Curso Técnico de Enfermagem, do Senac – Serviço Nacio-nal de Aprendizagem Comercial, unidade Paraíba do Sul. O estágio se iniciou no dia 25 de agosto, para 20 alunos que, divididos em duas turmas, atuarão no hospital aos sábados e do-mingos, sob a supervisão de preceptoras do Senac e da equipe de enfermagem do hospital.

O estágio em “enfermagem cirúrgica” propiciará aos alunos o conhecimento da rotina do cuida-do ao paciente, como curativos, administração de medicamentos, banho de leito e verificação de sinais vitais. “Os estagiários também pode-rão acompanhar os procedimentos de desinfec-ção e esterilização de equipamentos utilizados em cirurgias, elaboração do mapa cirúrgico e outras ações organizacionais”, afirma a gerente de enfermagem do HTODL, Sônia Oliveira.

Segundo a coordenadora de Enfermagem do Senac, unidade Paraíba do Sul, Gisele Gumieri, a prática de estágio no Hospital Dona Lindu se-rá valiosa, ao favorecer que o aluno vivencie situações cotidianas que o coloque diante da realidade concreta. “Os profissionais altamente capacitados que compõem a equipe do HTODL oferecem diferenciais inestimáveis nos trata-mentos de saúde. Além disso, a equipe demonstra compromisso social, com atendimento hu-manizado, segundo todas as expectativas éticas e morais”, destaca.

O programa de estágio será realizado até o fim de outubro, quando serão cumpridas 60 horas para cada turma. “Acreditamos que o programa de estágio será uma contribuição na qualidade da formação dos profissionais, pois os alunos terão a experiência de partilhar nossos princípios e técnicas”, afirma o diretor executivo do hospital, Artur Hummel. Para o setor de gestão de pessoas do Hospital Dona Lindu, esta ação é uma excelente oportunidade para observação dos profissionais em formação, o que pode culminar em futuras contratações.

Mais remédios genéricos no mercado

É cada vez maior o número de medicamentos genéricos no mercado. De acordo com o Ministério da Saúde, e participação dos genéricos no mercado de medicamentos praticamente quadruplicou nos últimos dez anos, sendo responsáveis por 24% das vendas por unidade atualmente.

Para o governo, a aquisição de medicamentos a preços mais acessíveis gera economia de orçamento. Para a população, isso significa menos gastos. Para as farmácias que tem convênio com o SUS, quanto mais genéricos, maior a atração de clientes e consequentemente maior o lucro. O único ônus deste cenário cai sobre a indústria farmacêutica, que com a quebra da patente, não tem mais incentivo para investir em pesquisa e desenvolvimento.

E, você, o que acha disso?

Homens também cuidam do bebê

É difícil construir no imaginário a imagem de um homem prestando cuidados a um bebê, como trocar fraldas, dar banho, alimentar, etc. De uma forma geral, estas tarefas são de responsabilidade da mulher, de acordo com preceitos aceitos pela sociedade.

Mas a verdade é que os tempos mudaram. Além da mulher deixar de lado o símbolo de sexo frágil e ascender dentro da pirâmide social, conquistando espaço no mercado de trabalho e brigando de igual para igual com os homens, o homem também garantiu um novo papel. Cada vez mais, é possível encontrar homens envolvidos em atividades até então concebidas para o sexo feminino.

A enfermeira da Casa de Saúde São José, gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina, falou um pouco sobre esse assunto, desmistificando o fato de que só a mulher sabe cuidar de um bebê, no programa Encontro com Fátima Bernardes, juntamente com atores globais.

Veja o vídeo com o depoimento do ator Vladimir Brichta.

Sustentabilidade além do papel

Arnoldo José de Hoyos Guevara, um dos organizadores da obra: “Consciência e Desenvolvimento Sustentável nas Organizações”, defende que “o comportamento atual da sociedade é expressão de nossa cultura de consumo e descarte. Só por meio da (re) educação haverá mudança”.

Parte da mudança está associada às pessoas, mas na sociedade temos organizações, empresas, poder público e outros players que podem (e devem) contribuir para o desenvolvimento de um comportamento sustentável. Isso nos leva a pensar sobre como as dimensões sociais e ambientais podem ser incorporadas para as empresas, sem descartar as preocupações econômicas e financeiras.

No caso da Associação Congregação de Santa Catarina, o Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição (HCNSC), de Três Rios (RJ), pode ser usado como referência. Apesar da atividade essencialmente hospitalar, a instituição investe em tratamento de esgoto, dedica 70% dos leitos para o Sistema Único de Saúde, possui uma Estação de Tratamento de Efluente que trata cerca de 20 milhões de litros por ano e projetos de reciclagem e oficina de sabão ecológico. Neste caso, ganham os colaboradores, ganha a comunidade e, principalmente, ganha o Meio Ambiente.

Como reconhecimento deste esforço de alinhar as questões sustentáveis ao planejamento estratégico do hospital, o HCNSC recebeu o 3º Prêmio ACRJ de Sustentabilidade, da Associação Comercial do Rio de Janeiro, conferido à empresas que se destacaram por  ações na área.

Isso prova que é possível buscar a sustentabilidade além do papel e do discurso.

Parto em casa: o que você acha desta ideia?

Até pouco tempo atrás, a resolução do Cremerj  proibiu que médicos do Rio de Janeiro realizassem partos domiciliares, sendo que o profissional da saúde poderia ser processado e perder os direitos de exercer a profissão se descumprisse a medida. Entretanto, a Justiça acaba de derrubar a nova lei que proíbe a mãe de dar à luz em sua própria casa.

Além de liberar a participação de médicos em partos domiciliares, a Justiça também optou por autorizar atuação de parteiras, doulas e acompanhantes em procedimentos realizados nos hospitais.A decisão de derrubar a ordem do Cremerj foi tomada pelo juiz substituto Gustavo Arruda Macedo, que levou em conta os argumentos do Coren-RJ.

Em São Paulo, o Amparo Maternal, maternidade filantrópica gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina, já conta com um grupo de mais de 100 voluntárias que trabalham como doulas, acompanhando gestantes durante o trabalho de parto. Além de ajudar as mães orientando-as sobre a respiração, tranquilizando-as nos momentos mais críticos, as voluntárias tiram dúvidas, dão dicas de primeiros cuidados com o bebê e fazem massagem nas mães. É um trabalho de humanização do parto.

Para mais informações, leia a matéria: Médicos do Rio podem voltar a realizar parto em casa.

 

O preço da saúde no Brasil

Recentemente, a Revista Exame apurou dados da Organização Mundial de Saúde sobre os gastos dos países com saúde, comparando os países que possuem um Sistema Universal de Saúde com os países que não possuem.

O resultado aponta que o Brasil, que possui o Sistema Único de Saúde (SUS), que visa atender a população gratuitamente, gasta menos com saúde do que a própria população, com remédios e internações.

No Brasil, de cada R$ 100,00 gastos com saúde, o governo desembolsa R$ 43,60 e as famílias gastam R$ 56,40.
Nos Estados Unidos, que não possuem Sistema Único de Saúde, de cada R$ 100,00 gastos com saúde, o governo desembolsa R$ 47,70 e as famílias gastam R$ 52,30, ou seja, menos do que os brasileiros.

Veja mais informações do infográfico abaixo:

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/brasil/saude/noticias/brasil-tem-sus-mas-voce-gasta-como-se-nao-tivesse

Estou com câncer. E agora?

A primeira coisa que dizem quando recebemos o diagnóstico de câncer é: “Calma!”, o que, sinceramente, é quase impossível nesta fase inicial.

Os avanços na medicina geraram mudanças consideráveis no tratamento do câncer.

O câncer, como outras doenças, tem uma história natural que se inicia com algumas células malignas – que por razões ainda não esclarecidas não são destruídas pelo sistema de proteção natural do organismo – e vai até o estágio em que a doença é clinicamente diagnosticável através de seus sinais e sintomas.

Como existem muitos tipos diferentes de câncer e os tratamentos variam, o diagnóstico de um câncer e a determinação do tipo específico são absolutamente essenciais. Isto requer, praticamente sempre, a obtenção de uma amostra do tumor suspeito para exame microscópico. Pode ser necessária a realização de vários exames especiais da amostra para se caracterizar o câncer de um modo mais acurado. O conhecimento do tipo de câncer ajuda o médico a determinar quais exames devem ser solicitados, pois cada câncer tende a seguir um padrão próprio de crescimento e de disseminação.

Diagnóstico precoce

A detecção precoce significa fazer o diagnóstico do câncer no seu estágio pré-sintomático, ou seja, antes que a pessoa manifeste algum sintoma relacionado com a doença ou apresente alguma alteração ao exame físico realizado por um profissional da área da saúde.

No Brasil, em geral, 70% dos casos de câncer são diagnosticados em fase avançada, o que está em grande parte relacionado à falta de programas coordenados e estruturados para a prevenção e detecção precoce do câncer.

Hoje se não for possível prevenir e evitar o câncer , descobrir cedo faz com que suas chances de sucesso no tratamento aumentem.

Não devemos ter medo do diagnóstico de câncer, pois muitas vezes é ele que vai salvar sua vida.

Nem sempre o diagnóstico de câncer é uma experiência inteiramente negativa na vida das pessoas. Muitas delas puderam dar um novo sentido a vida como resgatar a família, resgatar Deus, mudar o estilo de vida e passaram a dar valor a vida de forma mais plena.

No momento do diagnóstico, muitos pacientes ficam em estado de choque e não conseguem absorver nenhuma explicação dada pelo seu médico.

Você pode se desesperar, ter raiva do mundo, perguntar: “Por que comigo?”, chorar e gritar, porém isso tem que passar e mesmo com todos esses sentimentos negativos você terá que enfrentar a situação e descobrir de uma forma só sua que o tratamento não é um bicho de 7 cabeças e que o componente emocional é fundamental para o sucesso do tratamento.

Aceitando o tratamento

O tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade.

Radioterapia – Tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas, e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos no tratamento dos tumores.

Quimioterapia – Tratamento que utiliza medicamentos para combater o câncer. Eles são aplicados, em sua maioria, na veia, podendo também ser dados por via oral, intramuscular, subcutânea, tópica e intratecal. Os medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.

Transplante de Medula – Tratamento para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

O tratamento do câncer requer mais do que remédios: requer amigos, família, fé e, sobretudo, confiança de que virão dias melhores.

A escolha do médico que irá lhe tratar é fundamental, pois ele será seu principal aliado nesta jornada cheia de altos e baixos e aquele que irá sempre te dar força quando tudo parece perdido!

Lembre-se: sempre que existe vida entre os tratamentos, faça planos e faça o que puder para realiza-los. Eu tenho certeza que se sentirá melhor.
Durante o tratamento sempre existirão receitas milagrosas, histórias mirabolantes de pessoas que venceram o câncer sem nenhum tipo de tratamento oncológico, espero que tenham o cuidado de sempre falar com o seu médico.

Nunca consulte sites de buscas para saber mais sobre a sua doença, pois muitas dessas informações não são confiáveis e transformam as esperanças em números frios.

Eu não conheço nenhum paciente que se beneficiou desta consulta, confie em seu médico!

Todo esse percurso pode ser feito com relativa tranquilidade, se pudermos adaptar o nosso comportamento frente aos obstáculos que forem aparecendo, trabalhando nossos medos, aceitando novos fatos, redefinindo objetivos e, sobretudo, buscando qualidade de vida.

*Artigo do Dr. Amsterdam Sartório Vasconcelos, cirurgião oncológico
do Hospital Santa Catarina, gerido pela Associação Congregação de Santa Catarina.

Como manter o equilíbrio emocional de pacientes com câncer?

Pesquisa da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc, na sigla em inglês) aponta que quase 21,4 milhões de novos casos da doença serão diagnosticados anualmente até 2030.

O tratamento oncológico carrega consigo uma série de medos, que perpassam os temores com os procedimentos cirúrgicos, a queda dos cabelos, as preocupações com a quimioterapia e radioterapia, as possibilidades das mutilações, das metástases e ainda o maior de todos: o medo de morrer pela doença.

Diante disso, manter a saúde emocional dos pacientes e dos familiares passa a ser um recurso da medicina para facilitar o sucesso do tratamento. Para isso, une-se medicina e psicologia. Por meio da psico-oncologia, os pacientes e familiares recebem acompanhamento durante todas as etapas do tratamento e recebem uma psicoterapia. “Durante o curso da doença, os familiares devem ser assistidos pela psico-oncologia, pois nem sempre quem cuida do enfermo está em condições emocionais para fazê-lo. Este seguimento é fundamental para preservar ao paciente, seu equilíbrio psíquico, prejudicado pelo desconhecimento do câncer que fora acometido, e pelos medos de enfrentar os tratamentos oncológicos, propostos pelos médicos”, explica a psicóloga e psico-oncologista da Central de Quimioterapia do Hospital Santa Catarina, Dra. Elza Maria Patera Mourão.

De acordo com a profissional, o câncer é provavelmente a enfermidade que mais contém mitos, o que geram receios que podem influir negativamente na aderência aos tratamentos, prejudicando a comunicação do paciente e seus familiares com a equipe de saúde. “O nosso trabalho é manter o compromisso psicossocial de reintegração, desfazer equívocos e concepções errôneas sobre a doença, acolher e tratar psicologicamente esta população diagnosticada com câncer”, conclui.

Campanha 2012 de Vacinação contra a gripe

O número de pessoas hospitalizadas e até mesmo de morte em decorrência do vírus da gripe é uma preocupação para o setor de Saúde. É por isso que o Ministério da Saúde promove anualmente campanha de vacinação com foco em pessoas com idade a partir de 60 anos, grávidas, independentemente do momento da gestação, crianças de 6 meses a 2 anos e todos os profissionais de saúde, seja da rede pública ou privada.

Todas as instituições de saúde geridas pela Associação Congregação de Santa Catarina desenvolveram campanhas junto aos colaboradores e público alvo.
Exemplo disso foi o Residencial Santa Catarina, de São Paulo, que disponibilizou através do Posto de Saúde da Vila Mariana as vacinas para maior comodidade e tranquilidade dos residentes e colaboradores.

Na instituição, a vacinação ocorreu nos dias 9 e 10 de maio e 270 pessoas foram vacinadas, entre residentes, colaboradores e cuidadores.
A vacina protege contra os 03 principais vírus influenza que circulam no hemisfério Sul, entre eles o A (H1N1), como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Se você faz parte do grupo foco de vacinação, procure um posto de saúde!

 

Número de cirurgias do Hospital Regional de Cáceres cresce em 84% após ACSC assumir

Em outubro de 2011, era realizada uma média de 250 cirurgias/mês no Hospital Regional de Cáceres, no Mato Grosso. Após a Associação Congregação de Santa Catarina assumir a gestão, esse indicador saltou para 550 cirurgias/mês, considerando os meses de novembro e dezembro.

Além disso, a média de permanência do paciente, que era de 8,5 dias (oito dias e meio) em outubro, hoje já foi reduzida para 50%, passando para 4 (quatro) dias.

Para que esses indicadores apresentassem essa mudança significativa, a Associação realizou a contratação de equipes médicas com remuneração baseada na produção. Além disso, o quadro de Enfermagem foi readequado, o que permitiu a implantação dos protocolos e processos assistenciais, visando sempre à busca pela melhoria contínua.

Outros fatores também contribuíram para o aumento da resolubilidade, como a compra de insumos médico-hospitalares, manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos, como mesas cirúrgicas, arcos cirúrgicos, tomógrafo, raios-X, entre outros.

A Associação reconhece que ainda há muito para ser feito, mas aos poucos a filosofia de prestar atendimento humanizado à sociedade está sendo implantada no Hospital Regional de Cáceres.

SEDI I: Encurtando distâncias em prol do diagnóstico precoce

O Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (SEDI I), localizado na Zona Sul da capital paulista, já atende 10 unidades hospitalares do Sistema Único de Saúde.

A mais recente parceria fechada em 2011 é o Hospital Estadual Américo Brasiliense (HEAB), localizado a 300 km de São Paulo e que atende pacientes de toda a microrregião de Araraquara, composta por 24 municípios. Nesse caso, o SEDI cumpre o papel de encurtar distâncias, proporcionando diagnósticos precoces emitidos com a qualidade de especialistas.

Todas as imagens dos exames de raios-X, mamografia, ultrassom, tomografia e ressonância magnética realizadas são enviadas on-line para a Central e ela retorna os laudos em até 4 horas.

Com o uso do PACS (Picture Archiving and Communication System), sistema informatizado que permite a geração e o arquivamento de imagens em alta definição, o HEAB consegue ter acesso a uma imagem mais nítida e ganha mais possibilidades de manipulação.

Para o clínico geral do Hospital, Alessandro Francischon, o laudo dos radiologistas do SEDI contribui muito no diagnóstico médico. “Algumas lesões que são quase imperceptíveis estão sendo localizadas com mais facilidade”, avalia.

Além da agilidade dos resultados, a entidade conseguiu ampliar o número de exames. No caso das mamografias, houve um aumento de 80% na produção.

Essa nova parceria acaba com o problema da falta de radiologistas em relação à demanda e, além disso, gera ganho de eficiência nos atendimentos ambulatorial e hospitalar, utilizando de forma consciente os recursos e a tecnologia em prol da ciência e da vida. “Agora com diagnósticos mais rápidos e precisos, diminuímos retornos do paciente”, pontua José Paulo Pintyá, diretor-geral do HEAB.

Gestação de Alto Risco: Cuidados que a mamãe deve ter

Como o mês de maio é o mês do Dia das Mães, o Blog da ACSC reservou uma entrevista com a Andrea Vieira, enfermeira supervisora do berçário e maternidade da Casa de Saúde São José, referência no Rio de Janeiro:

Como identifico se terei uma gestação de alto risco?

A gestação consiste em um período de mudanças no corpo da mulher. Com todas as modificações fisiológicas, todo profissional que atende a gestante precisa estar apto a identificar qualquer alteração, que não seja fisiológica, e interferir se for necessário.

Para a gestante considerada de alto risco, independente da causa, este cuidado deve ser mais apurado. As orientações quanto às restrições de alimentos ou hídricas devem ser fornecidas e controladas através do peso, de retenção hídrica e principalmente controle da pressão arterial e glicemia.

A doença hipertensiva específica da gravidez é a intercorrência de maior incidência e pode levar o feto ao baixo peso, por exemplo. O aumento da glicemia pode fazer com que o feto cresça em exagero e ao nascer, estará em risco de hipoglicemia. Outro risco é a gravidez de múltiplos, onde o parto prematuro pode ocorrer com mais frequência.

Quais são os principais cuidados na gestação de alto risco?

Os principais cuidados consistem sempre em seguir as orientações do profissional médico, nutricionista, enfermeiro, enfim, do responsável pelo pré natal. Saber reconhecer sintomas de trabalho de parto também é muito importante.

Quais são suas dicas para escolher a maternidade aonde irei ganhar o meu bebê?

A melhor maternidade é aquela que se preocupa com a segurança do paciente mãe e bebê, as que possuem Acreditação Hospitalar, com UTI Neonatal e também UTI adulto, para a mãe.

Hospitais filantrópicos do ES ganham data no calendário oficial do Estado

Os hospitais filantrópicos representam mais de 60% do atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Espírito Santo. A Associação Congregação de Santa Catarina está presente no Estado com 2 hospitais: Hospital Estadual Central e Hospital Madre Regina Protmann (foto). É por isso que a Assembleia Legislativa acaba de determinar o dia 11 de março, como sendo o Dia dos Hospitais Filantrópicos do Estado do Espírito Santo.

Para o ex-Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, o Espírito Santo está “investindo para reestruturação do setor. Precisamos de gestão, todos os atores têm um papel importante. O setor público não vai dar conta sozinho, por isso, estamos estruturando as redes filantrópicas. Essa parceria e confiança é fundamental”.

No dia 22 de março, foi realizada uma Sessão Especial em Homenagem ao Dia dos Hospitais Filantrópicos do ES, no Plenário da Assembleia Legislativa do ES. O evento contou com a presença dos representantes dos hospitais filantrópicos, as Autoridades do Estado, Parlamentares, Parceiros e do Presidente da Confederação das Misericórdias do Brasil – Dr. José Reinaldo Nogueira de Oliveira Júnior, além de outros convidados.

Além disso, foi lançada a Revista Brasileira de Direito da Saúde, pelo presidente da CMB – Dr. José Reinaldo Nogueira de Oliveira Júnior, editada pela CMB.

 

Amparo Maternal é referência em vídeo do Governo Federal sobre Parto Normal

Há 72 anos, o Amparo Maternal é uma maternidade filantrópica que atua com saúde e assistência social, atendendo exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição, que é gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), faz cerca de 7 mil partos anuais, sendo que 80% deles são normais.

Referência em parto humanizado, o Amparo Maternal foi ambiente para as filmagens de um vídeo do Governo Federal sobre parto.

Aproveite e veja as dicas que o vídeo traz para as futuras mamães.

Confira:

ACSC contribui para a Saúde Pública do Brasil

Em 1897 as primeiras atividades das Irmãs de Santa Catarina no Brasil foram iniciadas. Com atuação nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social, a Associação Congregação de Santa Catarina sempre se dedicou à prática do amor à vida.

Dentro da Saúde Pública do Brasil, a ACSC tem dado ao longo dos anos contribuições tanto por meio de casas próprias, quanto por meio de gestão compartilhada com os governos municipais e estaduais.

Em linha com a Campanha da Fraternidade 2012, que tem como lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Cf. Eclo, 38,8), a ACSC já desenvolve um trabalho que não se restringe somente ao cuidado da saúde física, mas também a saúde mental e psíquica, avançando para um olhar sobre as causas sociais.

A Associação Congregação de Santa Catarina publicou uma série de vídeos produzidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para promover uma reflexão sobre a Saúde Pública no Brasil. Confira:

ACSC: Campanha da Fraternidade 2012 (Parte 1 de 5)

ACSC: Campanha da Fraternidade 2012 (Parte 2 de 5)

ACSC: Campanha da Fraternidade 2012 (Parte 3 de 5)

ACSC: Campanha da Fraternidade 2012 (Parte 4 de 5)

ACSC: Campanha da Fraternidade 2012 (Parte 5 de 5)