Amparo Maternal acolhe gestantes dependentes químicas e mostra que a recuperação é possível

A operação da Polícia Militar na região da cracolândia, em São Paulo, tem sido tema do noticiário desde 3 de janeiro, quando os dependentes de drogas que ficavam até então aglomerados no centro de São Paulo foram dispersos. No meio desta população existem várias mulheres grávidas. Este foi o tema da reportagem da Folha de S. Paulo de hoje: “As grávidas do crack”.

O Amparo Maternal, maternidade gerida pela Associação Congregação de Santa Catarina, tem dentro de sua estrutura um Centro de Acolhida para Gestantes, Mães e Bebês, fruto de convênio com a Prefeitura do Município de São Paulo, que conta também com o apoio de mais de 100 voluntárias. Esta casa tem o objetivo de acolher as gestantes em situação de risco e vulnerabilidade social, atendendo desde casos de violência doméstica, sexual, abandono familiar, dependentes químicas, entre outros.

Com 100 vagas por mês, o Centro funciona como uma espécie de “placenta social”, no qual nasce o bebê e ao mesmo tempo trabalha-se para que renasça uma nova mulher, com um papel cidadão, vínculos familiares e até mesmo na comunidade em que está inserida e preparada para buscar uma vida digna junto ao seu filho.

Todas as mães participam de oficinas de artesanato, costura, informática, palestras e cursos profissionalizantes, por meio de parcerias com instituições de ensino, além de tratamentos nas unidades de saúde. Para o caso das dependentes químicas, todas fazem acompanhamento no Caps- AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas) e o papel da mãe, assim como o vínculo e responsabilidade social, é trabalhado junto às acolhidas.

Trata-se de um centro, que independente da vulnerabilidade da mulher, é especializado em gestantes, mães e bebês. Na reportagem, umas das mães que recebeu acompanhamento pelo Centro concedeu entrevista e mostrou que é possível se recuperar e que o filho (se a mãe for preparada e receber estrutura) pode ser um motivo para mudança de conduta.

Veja abaixo:

As grávidas que precisam de acolhimento podem procurar o Centro de Acolhida pelo Telefone: 11 5089-8277 ou na Rua Loefgreen, 1091 – Vila Clementino (Próximo ao metrô Santa Cruz).

 

One thought on “Amparo Maternal acolhe gestantes dependentes químicas e mostra que a recuperação é possível”

  1. Bom dia, sou estudante de Serviço Social e desejo muito conhecer de perto o trabalho realizado pelo centro de acolhidas do Amparo Maternal. Acredito que além da minha curiosidade há também um grande interesse de estagiar no centro de acolhida.

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